sexta-feira, 1 de abril de 2011

Eu estou muito feliz =D porque eu sou de fato uma munakaba =D!!!


Quero começar este post com uma frase que eu li certa vez em um blog e que eu sempre tive vontade de falar: Eu sou apenas um pontinho preto no meio do Universo!!! =D

Sabem estou muito feliz!! Hoje completa-se duas semanas que me tornei de fato e definitivamente uma munakaba, e por Allah estou me sentindo muito bem!!

E muito feliz por isto!!

Eu tento ensinar a todas as irmãs que querem usar o niqab e o chador que o mundo sempre reaje de acordo com o modo como você age. Não sei se é por isto mas o fato é que comigo aconteceu uma coisa muito interessante: as pessoas se tornaram em geral mais gentis ainda comigo do que eram antes! E isto é algo muito recompensador.

Porque fazem isto? Não sei!

Eu já ouvi algumas teorias. Uma amiga me disse que é por pena "As pessoas te vêem assim toda coberta e por conta dos estereótipos imaginam que você é oprimida."

Hoje mesmo ouvi interessante explicação baseada em psicologia "Mulheres te tratam de forma mais simpática porque sendo você claramente muçulmana então está fora da competição, não vai ameaçar o marido ou namorado porque todas sabem que você só se envolve com muçulmanos também, e homens te tratam melhor porque a sua figura inspira a imagem de submissão, e sendo a sociedade machista, eles tendem a simpatizar com uma mulher que aparente ser naturalmente submissa..."

Não contesto nenhuma destas explicações, bem sei como são os caminhos da compreensão humana...

Mas eu ainda quero crer que é porque eu sou naturalmente simpática, eu gosto de conversar, e mesmo que não vejam mais o meu sorriso, sei que as pessoas conseguem perceber que eu estou de fato sorrindo, sorrindo com a minha alma, com o meu olhar.

Eu acho que é por isso.

Hoje eu fui às compras da semana em um supermercado que eu nunca havia ido, por sugestão de minha mãe. E foi ótimo, todos me atenderam com muita simpatia.

Assim foi também em uma loja de bolsas onde estive nesta semana, na faculdade e por todos os lugares por onde andei.

Para falar a verdade, acho que até a minha relação com a minha mãe, que sempre foi conturbada, está cada dia melhor, e ela é católica, não é muçulmana, mas acho que isto é dádiva de Allah, Louvado seja, porque agora louvamos juntas a Deus, cada uma de seu jeito, mas para o Único Deus que é Allah.

O fato é que eu estou muito feliz!!! Ma sha Allah =), e nunca mais vou deixar de ser uma munakaba, eu me encontrei =D...

E cá entre nós, como é confortável usar o chador!!! Só quem experimentou pode dizer, é confortável, de uma forma impressionante, difícil mesmo eu querer outra roupa agora, apertando meu corpo e me sufocando, me deixando exposta e intranquila, difícil viu?

Finalmente eu sou de fato uma munakaba, e nunca mais vou deixar de ser...

Salam!

Livros...

Livros são portas para o conhecimento, livros são companheiros fiéis e enriquecedores, livros são a perpetuação da sabedoria, a garantia de um futuro melhor...

Livros são os amigos que nos ensinam, são também aqueles que muitas vezes nos consolam, nos divertem, nos ajudam a viajar pelo Universo e a diminuir um pouco a dor da perda ou da solidão.

Livros são a maneira mais segura de deixar para as novas gerações uma herança, de sabedoria, de conhecimento de cultura, de vida. Porque se acaba a luz, se não há mais energia, se não há mais como saber ligar, de nada adianta ter computador, mas o livro não, basta abrir, folhear, e receber todas as dádivas que eles contém.

Muitas crianças no mundo anseiam por suas histórias, muitos artistas se inspiram no que eles nos contam, muitos nomes importantes das ciências não se fariam sem os seus amigos livros, muita vida é salva com eles, muita vida é cultivada com eles, quão preciosos eles são! Que grande sabedoria mostra aquele que conserva seus livros, que os respeita e os mantém em bom estado e prontos para serem consultados por todos que por eles procuram!

O mundo mudou muito por causa dos livros, e também muito se perdeu com a perda de livros, na história vemos perdas irreparáveis causadas por grandes tragédias que foram as destruições de importantes e únicas bibliotecas ao longo da História, assim foi com a Biblioteca de Alexandria, com as bibliotecas das antigas escolas do mundo antigo, dos códices incas queimados pelos conquistadores, de todos os registros perdidos durante a Inquisição, registros de medicina, de biologia, de geografia, de tantos conhecimentos preservados e cuidadosamente registrados por gerações.

É difícil imaginar um ser humano que não tenha esta compreensão hoje em dia, no entanto vemos que sim, há ainda no mundo almas perdidas imundas e escuras a ponto de querer destruir livros, não não estamos falando aqui de religião, só refletindo à respeito de um ato abominável como este!

Terry Jones me faz sentir vergonha de ser humana. Porque é de sentir vergonha alheia saber que um ser humano pode ser baixo, imbecil, canalha e podre o suficiente para querer atentar contra um livro.

Terry Jones é acima de tudo um irresponsável e um péssimo exemplo de falta de vergonha na cara e falta de caráter, porque lhe falta hombridade e coragem até para assumir as consequências de suas palavras hipócritas, de seu ato insano.

Que pena, o canalha imundo do Terry Jones deve ter lido tantos livros, e nada aprendeu...

Hebe, Luiza Nagib Eluf, Terry Jones, e outros lixos por aí...

O lixo é hoje em dia matéria das mais atualizadas e modernas discussões.

Nossa sociedade atual, estando à beira do esgotamento dos recursos naturais, e sufocada por uma superpopulação humana como se nunca viu antes na história da humanidade, por pura necessidade, deu um salto evolutivo e descobriu algumas coisas muito interessantes à respeito de um grande problema que é causa direta destas situações: o lixo.

Uma delas é que estávamos desperdiçando de forma pecaminosa uma importante fonte de energia alternativa.

A outra é que quase tudo que usávamos para poluir o meio ambiente é na verdade importante fonte mantenedora de recursos e matéria prima.

Outra coisa interesssante é que este desperdício todo não só contribui para acelerar o esgotamento dos recursos naturais como também serve para perpetuar de várias formas a miséria no mundo, não só por este mesmo esgotamento mas também porque estamos literalmente jogando dinheiro fora e deixando de lado uma importante fonte alternativa de ganhos financeiros.

Agora tudo isto está sendo revisto, e o lixo está cada vez mais sendo selecionado, separado, reciclado, revisto, reutilizado, revalidado.

Agora resta-nos descobrir como passar pelo mesmo processo um outro tipo de lixo extremamente danoso e poluidor, o lixo humano.

Porque o lixo humano é algo mais dificil de ser reciclado, ele se espalha em idéias preconceituosas, ele contamina o meio ambiente com palavras hipócritas, com atos mal pensados baseados em falta de discernimento, ele suja o ar de toda uma sociedade com a sua incompreensão e a sua petulância de achar que só uma realidade é a certa, e todas as outras realidades estão erradas.

Os elementos contaminantes presentes no lixo humano são vários. Perigosos como algo radioativo, eles podem desencadear toda uma reação em cadeia muito danosa para a saúde de todos.

Um dos elementos muito danosos presentes no lixo humano é a petulância. A petulância misturada a falta de consciência e incompreensão geral resíduos nojentos como a perpetuação de estereótipos e a mal falada História Única, que é fonte de preconceitos, de desinformação, de rótulos e medidas mensuráveis sempre em desacordo com o que se pretende ser medido e rotulado.

A História Única é aquela que vitimiza o próprio Brasil. Faça assim, vá ao Aeroporto, pegue um avião, e vá para qualquer lugar do mundo, Finlândia, França, Botsuana, Canadá, Coréia, qualquer lugar.

Chegando lá, dirija-se a qualquer cidade, pare na praça central ou no centro da mesma, chame as pessoas para conversar, e diga que você é brasileiro, não gosta de samba, não assiste futebol, nada sabe sobre o carnaval, e nunca comeu na vida uma feijoada. TODOS VÃO RIR DA SUA CARA! E se você for loiro então, ou loira, piorou!! Nem se falar português vão acreditar em você. Aproveite e vá ao Japão, diga lá que você não mora na Mata, nunca viu uma Jibóia ou Sucuri na sua casa, e vai de metrô para o trabalho.

A História Única é de fato venenosa. Assim como a hipocrisia (no Brasil não tem racismo, a lei Maria da Penha funciona, etc, etc...) e a truculência advinda da falta de respeito e de conhecimento.

O lixo humano também é contaminante pelo narcisismo facista. Ele se olha no espelho e vê um letreiro escrito em neon "MODELO SOCIAL CORRETO". O que não é sua imagem não recebe este nome, recebe outro letreiro "DEFEITO". Afinal nada pode estar certo quando não é a sua imagem e semelhança.

O lixo humano tem dentro de seu pacote um monte de rótulos velhos, todos rotos e sujos, que tentam a todo custo grudar sem ser autorizados nas mãos de todos que se aproximam dele. Os rótulos já apodrecidos são cunhados de acordo com o que ele vê, o que ele sente, o que ele determina como certo.

O que não tem rótulo, precisa ser rotulado.

A humanidade não sabe o que fazer ainda com o lixo humano, por esta razão ele ainda está com os latões destampados e os sacos pretos descuidadamente abertos, derramando sua baba imunda por aí, seu caldo preto de resto de idéias imundas.

E vira e mexe, por sua pequenez e ignorância, o lixo humano pode provocar fortes reações alérgicas e nestas ocasiões, como sempre, vítimas inocentes acabam sendo atingidas e perdendo a vida por isto, como já ocorrem com as reações a respeito do imbecil Terry Jones, um crianção irresponsável e bobo que fez uma grande idiotice e como sempre provoca a perpetuação de outras idiotices no mundo.

Ainda não sabemos o que fazer com o lixo humano, contaminante e ultrapassado, será bom para a humanidade que coloquemos também este lixo nas discussões atuais, inshallah, inshallah...

Eu fico aqui pensando, será o lixo humano passível de reciclagem?

Salam!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Respondendo à Luiza Nagib Eluf



Não há Justiça com Preconceito e hipocrisia
Respondendo à Luiza Nagib Eluf

Tive a infelicidade de ler um texto escrito pela Digníssima Doutora Luiza Nagib Eluf e publicado no Jornal Folha de São Paulo na sessão Tendências e Debates.

Infelicidade porque o texto me fez sentir vergonha alheia, me fez sentir decepção com alguém que pelo seu histórico me inspirava maior expectativa e confiança, infelicidade porque considero este mesmo texto uma mancha de gordura em tecido branco na carreira pública da Digníssima Doutora, daquelas que nem o tempo e nem a água poderá apagar.

No referido e infeliz texto, a Digníssima Doutora discorre sobre os movimentos de libertação das ditaduras podres e corrompidas que acontece agora nos países do Oriente Médio, mas focaliza sua atenção na questão das mulheres dentro destes países.

Mas infelizmente o que se lê é um verdadeiro desfile de preconceito, hipocrisia, demonstração de total falta de conhecimento sobre o foco de sua crítica, e total desrespeito para com o outro, julgado, rotulado, qualificado e criticado segundo as suas próprias visões de mundo e de ser humano, e não respeitado em suas diferenças que são antes de tudo qualidades, e não defeitos.

Alega a digníssima doutora que:
“ Antes de qualquer análise, porém, é preciso lembrar que estamos falando de uma região que concentra maioria esmagadora de seguidores do islamismo. Nesse contexto, é impossível prever qual a influência dos cânones religiosos na reestruturação que está por vir.
Embora muitos argumentem que alguns dos países em transformação têm tradição de Estado laico, como o Egito, as imagens internacionais evidenciam a forte presença religiosa entre os sublevados, fazendo crer que o potencial de crescimento da Irmandade Muçulmana não deve ser subestimado.”

Antes de mais nada é preciso esclarecer à digníssima autora de tal verborragia infectada, que os países do Oriente Médio são países cuja maior parte da população segue o Islam, são muçulmanos, jovens, cansados da corrupção e exploração patrocinada por ditadores habilmente colocados ou mantidos no poder por sujo jogo de vários interesses externos, que se mobilizaram via internet em diversos movimentos que culminaram com a derrocada da ditadura egípcia, e por conseguinte inspiraram os movimentos nos outros países da mesma região.

Estes não procuram nada além da volta justamente à sua verdadeira identidade e a sua dignidade roubada por um bando de usurpadores do poder.

Estes não buscam valores ocidentais mas os seus próprios valores dentro de sua própria realidade, há muito esquecidos e empoeirados pela farta distribuição de miséria, injustiça social e ignorância promovida por aqueles que detém o poder de forma brutal a várias décadas.

E é lógico que vemos muçulmanos participando destes movimentos, são o povo, é a religião do povo, é algo perfeitamente natural.

“As maiores vítimas da repressão, as mulheres, gritam através da burca que lhes cobre o corpo, o rosto, a boca. Amordaçadas, apenas com os olhos descobertos, elas querem participar e tentam se fazer ouvir.
O que é uma mulher no islã? Sobre isso, os articulistas brasileiros pouco têm falado.”

Se os articulistas brasileiros pouco têm falado à respeito das mulheres no Islam, a doutora também nada falou, ou melhor, falou sim, de seus próprios medos e conceitos distorcidos, de sua falta total de conhecimento à respeito do Islam, de seu preconceito fruto justamente deste total desconhecimento, de sua hipocrisia ao querer tentar passar uma imagem de que a mulher muçulmana é oprimida já que não deseja o que ela deseja, não compra o que ela compra, não cohabita das mesmas idéias que ela, não se parece com ela, enquanto escreve confortavelmente instalada em um país que assassina mais de 2 mil e quinhentas mulheres por ano, onde 5 mulheres são espancadas dentro de sua própria casa a cada 2 minutos, onde uma mulher é obrigada a se expor semi-nua senão “há algo de errado com ela” e é vendida como aperitivo e carne de açougue, obrigada a rebolar e mostrar o corpo ao mundo em propagandas de cerveja e festas populares, onde todas são obrigadas a serem assim, senão certamente estão doentes né?

E neste sentido a digníssima autora do texto acaba escorregando e fazendo uma grande confusão entre cultura e religião, entre os seus valores e a possibilidade de que há pessoas no mundo que não compactuam destes mesmos valores, mas acima de tudo se mostra injusta com toda uma nação religiosa e mostra e incentiva o preconceito contra toda uma religião quando contribui mais uma vez para perpetuar uma história única, e poucas coisas no mundo são tão venenosas para uma sociedade quanto a História Única.

Alega a digníssima autora em seu malfadado texto, por exemplo, que
“Nem se diga que as mulheres são felizes exercendo o papel que lhes foi reservado pelos conservadores, que elas não precisam de mais nada além de obedecer aos maridos e ter filhos, que usam o véu espontaneamente e que precisam dos homens para se sentir protegidas. Enfim, que tudo se justifica pela tradição cultural.”

Bem, vou começar fazendo a seguinte pergunta: porque as muçulmanas não podem de forma alguma usar o véu esponaneamente? Porque a Doutora não gosta? Porque não faz parte de sua realidade ou seus valores?

Quem deu o direito à digníssima de julgar os outros segundo seus próprios valores? Acaso é ela detentora de um super poder de julgar a qualidade desta ou daquela escolha e suas escolhas são supremas? Magnânimas e incontestáveis? Que arrogância é esta? Será que ela chegou a perguntar para uma muçulmana porque ela se cobre? Acaso ela já soube algum dia que muitas mulheres em muitos lugares do mundo fizeram questão de voltar a usar o véu assim que suas regiões se libertaram da VERDADEIRA ESCRAVIDÃO IMPOSTA pelo Ocidente em suas invasões e colonizações que se tornaram verdadeiros exercícios de pilhagem, inclusive da alma, e dos corpos destas mesmas mulheres?

Quanta hipocrisia e preconceito reunidos em uma só pessoa, fico aqui me perguntando se não há propósito nisto, mas eu prefiro crer que na verdade trata-se de um derrame de tensões e raivas pessoais acumuladas, porque não me arrisco a colocar em dúvida a honestidade da mesma que escreveu estas perdidas palavras deste texto ofensivo.

E o que ela poderia dizer às milhares de estudantes universitárias que são a grande maioria na maior parte das universidades do oriente médio, as profissionais com título de doutorado e PHD que existem na mesma região?

E como será que a digníssima doutora explicaria o fato de que a boneca de maior vendagem no Oriente Médio, a Fulla, uma muçulmana, modelo para as meninas da região, adulta e bem resolvida, com casa própria, tem profissão e um dos kits de vendagem é justamente o seu consultório de dentista completo?

Pois é doutora, a Senhora escorregou na casca da banana com este texto, e eu só lamento que a sua voz se some à voz das pessoas que ousam dizer que o mundo tem de ser um só, que precisamos de uniforme social, que temos de ser todos iguais e o diferente de mim é o errado e não apenas o outro que não é minha cópia.

Pois é doutora, a Senhora nada, NADAAAA sabe sobre o Islam, senão saberia que a mulher no Islam não carrega a culpa de Eva e o seu consequente pote de maldições que leva toda a sociedade à perdição, senão saberia que estes jovens que justamente se voltam à religião e reinvindicam o fim das ditaduras podres e mantidas pelo dinheiro judeu e ocidental buscam justamente a volta de seus próprios valores sociais expressos no Islam, que diz que é obrigação de todo muçulmano e de TODA MUÇULMANA a busca pelo conhecimento do berço ao túmulo, que respeita a mulher a ponto de não lhe impor um sobrenome do marido como simbolo de sua dominação e propriedade, que usa sim o véu com orgulho porque gosta, e não critica a mesma digníssima doutora por não gostar.

E tanto desconhece a doutora que vem falar de mutilação sexual aumentando mais ainda a confusão, já que este elemento não é, nunca foi e nunca será islãmico, mas sim africano, algo que foi duramente combatido pelos primeiros muçulmanos e que infelizmente ainda perdura no continente africano e contamina o mundo com o seu sangue sujo.

Há violência contra nós mulheres nos países do Oriente Médio? Há sim, como há aqui, na Europa, nos EUA, na Antàrtida, infelizmente em qualquer país. E há direitos e conquistas também, vejam por exemplo a participação da Azmaa Mahfouz no movimento de libertação do Egito, a já citada partipação das jovens na universidade e em vários campos profissionais, e muitas outras coisas que a História Única cruel e desumana contada pela digníssima autora do porco texto não leva em conta.

E contar uma História Única, onde não existem individualidades, onde não existe igualdades mas apenas diferenças, onde não existe a chance de se ter todos os pontos de vista e situações levados em consideração, é sempre um exercício de hipocrisia, e um criadouro de preconceito.

E desta forma não se promove nem os direitos das mulheres, e nem a justiça, porque onde existe preconceito e hipocrisia, nunca nunca existirá justiça.

Sobre tudo isto, eu só lamento a oportunidade que a digníssima doutora teve, de se calar e não proferir impropérios vergonhosos como este texto.

Meus pêsames!!!
Salam!

sábado, 26 de março de 2011

Estou feliz =D!!!!

Hoje é dia de....


Mesquita!!!

E daqui a pouco estarei lá, na minha querida Mesquita do Pari!! =D

Salam!

quinta-feira, 24 de março de 2011

MUNAKABA BRASIL - Nossa comunidade no Orkut

Não deixe de conhecer a nossa nova comunidade no orkut:

MUNAKABA BRASIL

Para todos que tiverem interesse no assunto, para as muçulmanas que usam niqab, para aquelas que querem usar, para as que precisam de incentivo e informação à respeito.

Participem!

Todos estão convidados.

Diário de uma munakaba em São Paulo - Brasil

Vocês se lembram desta simpática figurinha que eu postei aqui no meu cantinho a um tempo atrás? =)

Pois é pois é pois é... na ocasião eu mostrava por meio de setinhas como eu me vestia na época e qual era a minha meta, que é esta apontada pela setinha acima.

Bem eu atingi a minha meta!! Agora eu me visto EXCLUSIVAMENTE assim! =D

E estou muito feliz por isto, eu de fato me tornei uma munakaba com muito orgulho por isto.

Por enquanto estou usando o niqab com qhimar e saia mas neste fim de semana eu recebo da Ecbel, minha irmã querida e exímia costureira, mais um qhimar e o meu chador inshallah!

Bem, apesar de já ter experimentado muitas vezes o niqab e chador em público graças à minha querida amiga e irmã de fé Halima, pois muitas vezes saímos assim para experimentarmos, as duas, o uso do niqab em público, confesso que esperava com ansiedade esta semana para vivenciar de fato a situação de estar vestida desta maneira em São Paulo, já que ainda, vou repetir, AINDA, é raro ver nas ruas do Brasil muçulmanas vestidas assim, com niqab e chador, munakabas enfim.

E eu havia prometido a mim mesma que o dia em que passasse pela porta da minha casa de rosto tampado pelo niqab, nunca mais tiraria.

E assim eu fiz. Só que minha expectativas desta semana foram um pouco frustradas por conta de uma forte gripe que me derrubou e me deixou presa em casa de cama com febre =(.

Então eu acabei perdendo as aulas da faculdade e saindo pouco de casa.

Mas eu saí sim, no domingo com as minhas filhas e hoje com uma delas para ir às compras da semana no supermercado.

Confesso que no começo foi meio estranho estar de niqab e toda munakaba sem ter a presença da minha querida irmã Halima do meu lado rs..... porque até então todas as vezes que eu saí de niqab e chador, havia ao menos ela e o Hisham, o filhinho dela, além do marido dela em uma das ocasiões, ao meu lado, além da Priscilla e alguma outra irmã de vez em quando. Então foi estranho, senti a falta dela e das companhias rs... mas foi só no começo, depois me soltei, pena que ainda estou gripada.

E eu digo, não há problema algum em se usar niqab em São Paulo. Sim as pessoas olham e olham mais ainda do que quando estamos de hijab apenas, mas não notei mais diferença do que isto não.

Só que há um detalhe a ser bem especificado: como tudo na vida, este diálogo com o mundo ao seu redor depende DE VOCÊ.

Como assim? Simples, o mundo sempre reaje de acordo com o modo como você age.

Se você se fecha, se encolhe, e se mostra acanhada, o mundo percebe que tem algo errado com você. Se você se mostra agressiva o mundo vai também ser agressivo e defensivo com você. Mas se você tem a certeza de seus atos, a serenidade, a coerência firme com suas convicções, a paz em seu olhar, então é o que você vai colher de volta, paz, serenidade, tranquilidade.

Eu procuro agir de acordo com isto, e sempre sempre procuro ser simpática e antenciosa com todos, então não tive até agora problema nenhum.

Note-se também que sendo uma munakaba você que é muçulmana automaticamente está fazendo Dawah e suas ações assim são vistas, pois se com o hijab nós muçulmanas já representamos de certa forma o Islam, com niqab e chador então isto se torna radicalmente uma realidade.

Eu sinto que o fato de ser uma munakaba aumenta a minha serenidade e melhora minhas ações de acordo com o Islam. Sinto também que nos faz pensar mais antes de agir, sinto que está aprofundando a minha fé e a minha prática, e isto para mim é sabedoria e desenvolvimento pessoal.

Bem, agora espero superar logo esta gripe inshallah e ter mais aventuras para contar aqui, mas por enquanto nenhum fato estranho me aconteceu, e se acontecer não tenho medo, eu sou muçulmana! Eu só temo a Allah, Louvado seja.

E nada tem o poder de abalar esta minha fé.

Allah hu Akbar!

Salam!