sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Esta é a minha Jihad!


Existem diversas formas de Jihad, desde a Jihad al-nafs, pessoal, de você para você mesma, que é feita quando eu luto para aprender os ensinamentos e fundamentos do Islam, quanto eu luto para me comportar e atuar no mundo segundo o que aprendo com os ensinamentos e fundamentos, e para divulgar e chamar outras pessoas para o Islam, até a Jihad física, onde se combate a hipocrisia, a opressão e a descrença. Aliás sobre isto posso citar um ótimo artigo no site do Centro Islâmico Brasileiro (http://www.centroislamico.com.br/articles.php?article_id=193&rowstart=0).

Entre os diversos tipo de Jihad, fazer a Dawah, a divulgação do Islam, é também uma forma de Jihad.

Pois bem, esta é a minha Jihad!

Eu sempre disse que não é este blog que é islâmico, e sim a Dona dele que é muçulmana, agora estou oficialmente mudando isto.

A partir de agora eu determino este blog como um blog islâmico de fato, como já tem sido desde o início, mas agora o encaro desta maneira, como um blog dedicado à Dawah, à divulgação, e também defesa, do Islam!

Além da minha Jihad al-nafs, agora a Dawah através do meu blog, passa também a ser a minha Jihad!

Quando há um verdadeiro Amor...


Que eu não seja má interpretada em minhas palavras, mas hoje eu estava conversando com uma amiga, ela não é muçulmana, e ela me disse que ficava impressionada com a nossa entrega profunda à nossa religião.

Ela disse para mim que conhece "meio católico" "meio evangélico" "meio espírita" mas nunca conheceu um "meio muçulmano", que muçulmanos sempre são inteiros muçulmanos, isto segundo as palavras dela, e eu sou a primeira a concordar!

Mas porque isto?

Eu sei responder segundo o que sinto, mas não saberia responder a razão de sentir isto. Alías isto é uma coisa muito comum em mim, saber sentir, mas não saber explicar...

Na segunda-feira da semana que vem completo 3 meses de reversão. Ah sim sim, sou "novinha" não? Há exatos três meses atrás eu olhei pela janela do meu quarto, que tem uma linda vista, por coincidência voltada para a direção de Makka, durante a tarde, uma tarde de sol, e com muita certeza em meu coração pronunciei 3 vezes a minha Shahada:

"La ilaha ila Allah Muhammad rasulu lah


لا إله إلا الله محمد رسول الله


Testemunho que não há divindade além de Allah e Muhammad é seu mensageiro."



A partir daquele momento, eu sabia que minha vida nunca mais seria a mesma, na verdade era uma nova vida que ali começava, como de fato tem sido...

De lá para cá, minha paixão pelo Islam só aumenta! A cada dia me torno mais apaixonada pela minha religião, quanto mais estudo, e nós muçulmanos estudamos muito mesmo, quanto mais aprendo, quanto mais me aprofundo em meu conhecimento, mais amor eu tenho, mais fé eu tenho, mais orgulho eu sinto.

Não sou só eu que sou assim. Acho que este amor, esta paixão pelo Din é algo que todos os muçulmanos têm em comum, porque nossa religião é de fato verdadeira, e linda, apaixonante.

O Islam é a fé inteligente, onde sempre há um conceito, sempre há uma explicação, e você nunca fica sem respostas.

O Islam não veio para complicar, ele foi instituído por Allah para simplificar, e não para complicar, é uma fé simples, uma relação direta com Deus, um modo de vida completo, perfeito!

Meu contato com o Islam começou a muito tempo, desde a minha infância. Pequena ainda eu sempre ouvia meu pai dizer o quanto respeitava a cultura árabe, as grandes invenções e descobertas da época de ouro do Islam, seu asseio e sua culinária. Por esta razão eu desenvolvi uma admiração e ligação por tudo que tinha a ver com o Islam desde o começo da minha vida.

Da janela do carro do meu pai eu sempre via a Mesquita do Cambuci, pois ao menos uma vez por mês passávamos em frente à ela. Seus minaretes brancos me impressionavam, e na minha imaginação da infância eu imaginava que eram foguetes que um dia iriam para o espaço, eu não tinha muita consciência de que era uma mesquita, mas sabia sim que era de alguma forma um prédio que tinha algo a ver com a cultura árabe, por seu formato.

Eu vi também da mesma janela a Mesquita do Brás ser construída. Até hoje me lembro da primeira vez que vi tão singular construção. Parecia uma caixa de tijolo à princípio, sem janelas! Aquilo me intrigava, eu via na minha frente algo que pelo tamanho parecia um prédio, mas não existiam em sua parede lateral janelas.

Cheguei a pensar que depois eles abririam as tais janelas dos possíveis apartamentos ou conjuntos comerciais posteriormente, como se fosse um novo método de construção mas à medida que a tal obra avançava, mais estranha ela me parecia, até que um dia eu vi o arco da entrada principal concluído, aí sim a ficha caiu e eu entendi do que se tratava a intrigante construção.

À medida que o tempo ia passando e eu ia crescendo, desenvolvi uma admiração muito forte pela arte islâmica em geral. E esta estética passou a fazer parte de mim, eu sempre pensava comigo "um dia vou aprender a ler esta escrita que tão linda me parece, um dia vou falar árabe..." mas Allah sabe mais, eu não estava pronta ainda, os anos se passaram, veio sobre mim uma noite escura e traiçoeira, um nevoeiro que me engoliu de forma fúnebre, e eu me encontrei então perdida no Deserto dos Ventos esquecidos, em total desolação. Apesar de tudo não me perdi, mas sei que sozinha certamente teria me perdido para sempre de mim mesma, Allah sabe mais! Somente por benção Dele eu consegui achar a trilha que me levou para fora das areias da desolação, e um dia então eu resolvi cumprir o que eu havia desejado quando nova, finalmente aprender a falar árabe.

E foi assim que um dia em me vi lendo o Alcorão, porque eu estava aprendendo a falar árabe (e ainda estou...). E o Alcorão de fato mudou novamente toda a minha vida! Me fez ficar encantada de fato pela religião, me levou a um estudo apaixonado do Islam, eu queria entender! Eu precisava entender o que era aquilo que estava me arrebatando desta maneira, eu já sabia algumas coisas mas precisava entender o que estava acontecendo comigo!

E foi assim, por puro amor, amor que veio crescendo, e não parou mais. Procedi à minha Shahada, me tornei muçulmana, e este amor ainda cresce, a cada dia cresce mais...

Hoje, eu sou animada por esta paixão! Falo sobre o Islam com emoção, e sou uma leoa na defesa do Islam.

É este amor verdadeiro que me leva a emocionar as pessoas que conversam comigo, as que já me conheciam e as que estão me conhecendo hoje.

É este mesmo amor que me faz estudar cada vez mais, ler, e praticar o Islam da maneira mais pura e original segundo o que nos foi ensinado pelo Profeta Muhammad (que a paz e as bençãos de Allah estejam sobre ele).

É este mesmo amor que me transforma em leoa para defender a minha religião.

Então esta é a explicação do que sinto, um verdadeiro amor!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

É, realmente a Globo nunca me decepciona...

Assisti hoje ao primeiro capítulo da novela "O Clone".

E cheguei à conclusão de que a Rede Globo é realmente maravilhosa! Ela nunca me decepciona, nunca me deixa com a sensação de que minha expectativas restaram frustradas, ela sempre corresponde àquilo que espero dela, e portanto é realmente a certeza de que estarei satisfeita!

Não! Não estou fora de meu juízo normal! Ao contrário, acho que com a Globo eu aprendi a chegar ao meu máximo de lucidez, porque vejam só: se eu tivesse alguma expectativa de que a emissora iria me surpreender com um padrão fora do comum em sua produção televisiva, se eu esperasse algo que tivesse realmente conotação com a realidade, que fosse embasado em pesquisa séria, em elementos verídicos, em excelência em matéria de retratar de fato, e não de forma fantasiosa e estereotipada aquilo ao qual supostamente se propõe, eu correria o risco de ficar realmente decepcionada, chateada, e até irritada com o que vi.

Mas no meu caso não, é o contrário! Com o tempo aprendi a esperar da emissora sempre o pior, o estereótipo, o engano, o fantasioso que sim deve ser elemento presente na concepção do que é diversão mas não à ponto de ser alienante como é, de forma a calar a mente de toda uma nação com a burrice explícita!

E neste sentido, ela nunca me decepciona não? Espero o pior, e ela me dá o pior!

A primeira impressão ao ver o início da novela foi "Em que planeta eu estava nesta época porque realmente nunca vi nada disto!". Esta parte eu não sei explicar, olha não sei se na época estava fazendo cursinho, ou por outra razão qualquer, apesar de ser fato que nunca fui fã da emissora e de TV em geral, mas o fato é que eu nunca vi nem sequer a abertura desta novela, nunca havia ouvido a música tema, nunca vi sequer uma cena, tenho certeza disto!

E fui lá conferir e, meus caríssimos, confesso que foi difícil aguentar até o final viu? Porque só no primeiro capítulo, o que eu mais fiz no início foi rir! Sim rir, como se estivesse assistindo a um filme de comédia, e confesso que em vários momentos é como me parecia ser, um filme de comédia, ou um daqueles maravilhosos programas humorísticos da emissora cuja única diferença de um para outro é o nome e a época, pois o resto é tudo igual.

A primeira aparição então da personagem principal, me provocou cólicas de tanto rir! Depois de um diálogo super interessante entre a tal de Jade, e a mãe dela, de hijab preto dentro de casa, sendo que só haviam as duas ali, e nenhum homem por perto, um diálogo sobre a "nossa religião" segundo elas, que proibia a Jade de fazer qualquer coisa, o que a deixava com uma carinha triste de mulher oprimida, e em que a mãe recomendava que ela não fosse a uma danceteria com amigas, porque não é um ambiente propício para uma muçulmana, ela diz conformada com a opressão que vai à praia, a mãe sorri, e diz "cuidado com o sol" e então aparece ela em plena praia do Rio de Janeiro de maiô! Aí eu pensei "Mas nossa não pode nada né? Mas ficar seminua na praia pode né? Ah que bom..." ou seja, não era melhor ela ir para a danceteria segundo os conceitos das duas? Hahahahaha...

Ah só para explicar para quem não entende, estou criticando o diálogo tresloucado, e não o maiô.

Mas depois de um tempo eu já não aguentava mais, sabem? O padrão Globo me satura, me irrita, porque é realmente um fast-food, onde todos os pratos têm o mesmo gosto e só muda a cor ou o nome, onde tudo já vem mastigado e vazio, sem substância, onde se coloca o cérebro de férias, ou em um estado de letargia que dá até sono.

Mas eu resisti! Bravamente foi até o fim! Pensei "OK, já que a novela realmente superou minhas piores expectativas deixe-me ao menos me entreter com uma ou outra música que se salvava e com lugares e cenas de rua do Cairo e do Marrocos..."

E foi assim, um show de enganos e desenganos. Até o fim! E realmente foi o fim para mim, porque só um capítulo já me basta.

Bom né? Isto quer dizer que posso usar este horário da novela para algo mais útil... =)

Salam!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Palestina Livre Já!

É preciso por um ponto final na covardia e terrorismo de estado imposta por Israel contra a Palestina!

Palestina livre já! Pelo fim do massacre, do assassinato deliberado de crianças, pela ocupação covarde, pelo muro da vergonha que violenta e rasga a Palestina!




O Clone



Eu tenho ouvido diversas opiniões à respeito do fato da Rede Globo voltar a exibir a novela O Clone. Opiniões bem diversas é verdade, e finalmente vamos à novela não? Porque de um jeito ou de outro ela volta mesmo a ser exibida.

Um dado interessante a se registrar é que eu acho que esta novela realmente marcou época e muitas pessoas consideram que foi a melhor novela da Rede Globo na década passada. Quando eu me tornei muçulmana, muitas amigas minhas se lembraram desta novela e me perguntavam a todo instante sobre minha opinião à respeito, e se eu havia assistido à novela quando ela passou.

Naquela ocasião, apenas alguns meses atrás, porque sou recém revertida ao Islam, ninguém imaginava que a novela seria reapresentada, mas o mais interessante é que eu nunca assisti a esta novela!! =O

Eu nunca a assisti, não sei porque, talvez porque na época eu estivesse ocupada no horário em que ela passava, não me lembro bem disto. Eu me lembro que esta foi uma daquelas novelas que se tornaram assunto nacional, porque todo mundo falava dela, mas se eu disser que cheguei sequer a assistir um capítulo dela estarei mentindo, ao menos eu não me lembro de ter assistido.

Mas, o fato é que ela deve ser mesmo diferente ou impressionante, porque agora todo mundo só fala da volta da novela às telas da Globo. Eu de minha parte estou preocupada... e curiosa, esta é a minha postura pessoal, mas ao mesmo tempo consigo enxergar coisas interessantes neste fato, e em acontecimentos ao redor deste fato.

Bem, pelo que já ouvi de comentários parece certo e é esperado que a novela não mostre o Islam da maneira como o Islam é de verdade. E é fato que se não mostra o Islam como é, e sendo uma novela da (ainda) maior rede de televisão aberta do Brasil, certamente ela contribui para aumentar a desinformação.

Mas ao mesmo tempo, pelo que ouço por aí, ela não chega também a “deturpar” a imagem do Islam, ou mostrar o Islam de uma forma negativa. Apenas pelo que parece mostra alguns elementos e situações que nada têm a ver com a realidade islâmica.

Segundo estes mesmos comentários, a personagem principal parece ser uma muçulmana “revoltada” ou seja que não aceita o fato de ser muçulmana. E que, oriunda de um país do Oriente Médio, e de família muçulmana, tem dificuldades para lidar com o contexto religioso e social da sociedade na qual nasceu e está inserida.

Outro detalhe é que pelo jeito há muita confusão entre Dança do Ventre e Islam. E uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu quero deixar claro que isto é a opinião de quem não viu a novela, e vou aproveitar o fato de estar de férias para assistir sim.

Mas, por outro lado, não é curioso o fato desta novela voltar a ser exibida no mesmo período em que temos a mostra ISLÃ: ARTE E CIVILIZAÇÃO, exibida pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que acaba de deixar o Rio de Janeiro depois de uma temporada em que realmente foi um sucesso total, e agora chega à São Paulo (torcemos aqui para que o CCBB a exiba em outras cidades inshallah)? E também não é curioso que isto esteja acontecendo em um momento em que comprovadamente o Islam está de fato crescendo de uma forma espantosa no Brasil, seguindo a tendência do mundo todo?

E esta expansão é algo que se vê na rua! Hoje eu estava voltando da Mesquita com uma de minhas filhas e, no meio do caminho, nós duas de hijab dentro do carro nos deparamos com uma família saindo de um prédio, e todas as mulheres desta família estavam de hijab!

Isto sem contar a minha rua, onde existe um verdadeiro "congestionamento de véu" e "trombada de hijab" rs...

Pessoalmente eu acho que de qualquer maneira, apesar dos prós e contras, tudo isto serve para colocar o Islam em evidência.

Serve também como Dawah, a divulgação do Islam, porque eu sei também que esta novela quando foi exibida levou muitas pessoas a pesquisar sobre o que é de fato o Islam e algumas destas pessoas acabaram se tornando muçulmanas.

E estes são os pontos positivos que eu vejo em tudo isto!

Bem, de qualquer maneira, de um jeito ou de outro, vamos então ao O Clone! Porque uma coisa é certa, de um jeito ou de outra ela vai mesmo voltar a ser exibida.

Espero que ao menos eu comece a ouvir mais “inshallah” na rua, em vez de ouvir de vez em quando algum desconhecido virar para mim e querer fazer gracinha falando “arrelá” que eu nem sei o que é =)...

Salam!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CCBB SP recebe a mostra “Islã: Arte e Civilização”


Olha só que notícia boa para São Paulo, a mostra ISLÃ: ARTE E CIVILIZAÇÃO que tanto sucesso fez no Rio de Janeiro está chegando aqui!!

Eu vou, e espero encontrar todo mundo lá! =) Segue a notícia:

Será realizado dos dias 18 de janeiro a 27 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo a mostra “Islã: Arte e Civilização” com curadoria do Professor Dr. Paulo Daniel Farah e Rodolfo Athayde. A entrada é gratuita.

A mostra reúne mais de 300 obras que contam 1.400 anos da história do Islã dos acervos do Museu Nacional de Damasco, Museu Aleppo e Palácio Azem, da Síria, e peças do Museu Nacional do Irã, Museu Reza Abassi e Museu do Tapete, no Irã.

A exposição contará com obras do acervo da Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes (BibliASPA) vindas do Marrocos, Mauritânia, Líbia, Líbano, Burkina Faso e Brasil, além de peças do Mali, Níger e Nigéria, da Casa das Áfricas.


Mostra “Islã: Arte e Civilização”
Data: 18 de janeiro a 27 de março
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro/SP
Telefones: (11) 3113-3651 / 3113-3652

Entrada gratuita

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Opressão

Acho que se eu procurasse durante dias a fio uma imagem para melhor retratar este post, não teria encontrado. Porque para mim este é o retrato mais fiel da opressão que se imprime hoje em dia em cima de nós, muçulmanas.

Sabem qual é a opressão? É a opressão de não nos permitirem falar por nós mesmas, calar a nossa boca, e ainda por cima se dar ao direito de, à força, se tornar a nossa voz!

Pois não é isto que fazem as pessoas que não conhecem o Islam no mundo todo todas as vezes que levantam as SUAS bandeiras e resolvem proferir discursos, escrever posts em comunidades da net, e gritar aos ventos em nossa defesa?

Sabem eu estou cansada de ler na net e ver pessoas declarando aos quatro ventos que somos oprimidas, que o Islam é machista e opressor, que somos vítimas de violência e preconceito, que somos martirizadas, espancadas e infelizes. E quando eu vou ver, são pessoas que nunca, vou repetir, NUNCA, sequer se lembraram de conversar ou falar com uma de nós. Como pode isto?

E isto sim é violência e opressão, colocar à força em nossa história, em nossa boca, palavras que não são nossas, que não nos retratam.

Opressão é nos vitimizar desta forma.

Opressão é nos estereotipar assim, isto é violência, isto e opressão.

Quantas vezes não vejo discursos e textos inflamados sobre esta questão, me sinto como na figura, amordaçaram a minha boca, e querem falar por mim.

Pois bem, é como eu já escrevi por aí: quer falar de nós? Quer emitir alguma opinião? Simples, muito simples...

Antes de mais nada, APRENDA SOBRE O QUE VOCÊ QUER FALAR!

Que tal conversar com uma muçulmana para começar?

Que tal procurar saber como nos sentimos, o que sentimos, como são nossas idéias, o que achamos à respeito do que você ACHA?

É muito fácil fazer isto! Estamos todas aí, na net, nas ruas, em todos os países, nas mesquitas, em lojas e supermercados, em blogs como este, não custa nada perguntar antes de falar coisas sobre as quais você não sabe.

E não me venham falar sobre a situação das mulheres no Oriente Médio, que é uma realidade diferente da realidade das muçulmanas no resto do mundo, diferente da minha realidade de brasileira muçulmana, porque eu mesma cheguei a quase cair nesta armadilha da mídia e depois de pesquisar e muito conversar eu posso dizer (afinal eu sou uma muçulmana) que isto é mentira, não é não!

Nós temos orgulho de ser muçulmanas, no mundo todo! Nós temos orgulho de nos cobrir, defendemos o nosso direito ao véu e a nossa religião como leoas e sempre defenderemos, sempre!

O problema todo é que estas pessoas, com a consciência engolida pela mídia ocidental, esquecem-se de que o problema da violência contra a mulher não está distante, não é localizado, mas está no seu quintal! Na sua casa! No seu país!

Senão vejamos: que eu saiba, Elisa Samudjio, o goleiro bruno, Mércia Nakashima, Misael Bispo, Eloá e seu assassino, Pimenta Neves, Champinha, e mais milhões e milhões de algozes e vítimas da violência contra a mulher no Brasil, nenhum deles, é muçulmano!

Que eu saiba, as mulheres brasileiras que são espancadas, estupradas, torturadas, mantidas em cárcere privado, humilhadas, ameaçadas, trucidadas, assassinadas, por maridos e ex-maridos, namorados e ex-namorados, por desconhecidos, por pais, por filhos, aos montes, centenas delas, todos os dias, no Brasil e em outros lugares do mundo, nenhuma delas é muçulmana.

Será que não está na hora de parar com isto?

Será possível que realmente temos de ser oprimidas deste jeito a ponto de calarem a nossa boca com um tapa, e quererem de fato falar por nós???

ISLAM - CONHEÇA ANTES DE JULGAR.

Salam!