sexta-feira, 4 de março de 2011

Febre


Noite após noite, eu desejo sempre o mesmo
Quando as portas batem sobre mim
Eu me esforço, para abrir pelo menos uma fresta
E assim poder ao menos respirar


Meus dedos tateiam as paredes no escuro
E se ferem, arranhando a solidão
Já não há roupas rasgadas, e nem sangue em meus olhos
Resta apenas uma menina no chão


Noite após noite, eu visito os meus sonhos
Entre escombros eu reconstruo uma flor
Quando vem sobre mim os terríveis pesadelos
folhas velhas, e pétalas de dor


Sempre resta um dragão no horizonte
Sempre há em mim batalhas a travar
Toda noite, há uma dor a ser vencida
E uma vida para se reconquistar


O corte amola a faca em minha pele novamente
Tentando tapar os buracos que as pedras, não conseguiram rasgar
Já não existe mais a terra, que se manchou com o meu sangue
Mas há sempre o agressor, para se desafiar
Mas há sempre o agressor,
Sempre o agressor...

Um comentário:

Cris disse...

é tão feminino...Lindo!
Salam, irmã!