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terça-feira, 19 de abril de 2011

No Centro de Tudo um Pouco


Pensei em escrever uma crônica sobre os últimos dias que tenho vivido, e como alguns devem ter observado, eu andei um pouco afastada do blog, das comunidades do Orkut das quais participo, e da internet enfim.

Nada me aconteceu para que isto ocorresse, apenas estou um pouco sem tempo, com muitos compromissos e providências a serem tomadas na minha vida.

Por conta disto, eu tenho ido muitas vezes ao Centro de São Paulo nas últimas semanas, e quem me conhece pessoalmente sabe o quanto eu amo São Paulo, e o quanto eu amo o Centro de São Paulo.

São Paulo é uma cidade maravilhosa, viva, imensa, uma imensidão. O mundo todo está dentro de São Paulo, e dentre os seus cantos e recantos, um de seus maiores encantos, é de fato o Centro, a zona central da cidade.

Tudo acontece no Centro. E para uma amante da história da cidade como eu, é um lugar especial repleto de contos e lendas da cidade.

Hoje foi mais um dia intenso em que fui ao centro depois da aula, a fim de resolver alguns assuntos que ando resolvendo em minha vida, sendo que hoje aproveitei para pegar a minha nova carteira de identidade como contei aí abaixo.

Aliás, antes do centro aconteceu um fato digno de nota: quando eu saí da minha faculdade, estava tranquilamente andando pela Rua Vergueiro, a fim de pegar o metrô na estação Vergueiro, quando alguém passou de carro e me chamou pelo nome! =O

Não tenho a menor idéia de quem seja, mas tenho a impressão de que fui reconhecida por ser uma munakaba, e como sempre estar vestida de chador e niqab rs...

Mas, vamos ao Centro!

Que explosão de vida é o Centro de São Paulo! Nele você encontra de tudo um pouco. Inúmeras lojas, restaurantes, o lindo e suntuoso Theatro Municipal, artistas da arte e da vida, pessoas de todos os cantos do mundo, cores e aromas, problemas e soluções, verdadeiras obras de arte em arquitetura, uma verdadeira multidão de coisas a se observar.

Eu sou observadora por natureza, ainda mais agora que sou estudante de psicologia...

Sou tão observadora que consigo fazer do fato de que sempre sou observada um motivo para observar o comportamento humano ao meu redor, ao me observar.

Sempre acontecem fatos interessantes comigo, e para mim é realmente um prato cheio observar estes fatos.

Uma coisa que me intriga muito é que, sempre que vou ao centro, mesmo estando inteiramente coberta, é muito comum acontecer de eu ser abordada, porém de forma educada e cuidadosa, por alguns homens! =O

É preciso lidar com isto, e entender também que talvez o fato de que é raro você ver uma munakaba nas ruas de São Paulo e o próprio fato de eu estar inteiramente coberta, aliado a este fato de ser raro uma munakaba por lá, talvez inspire mistério, algo "mágico", não sei.

Outra coisa interessante que sempre acontece é, basta eu entrar em algum lugar, ou parar em alguma esquina, para alguém vir conversar comigo e perguntar sobre o Islam, e sobre minhas roupas.

Realmente ser uma munakaba acaba servindo como um modo de se fazer Dawah, acho até que vou passar a andar com alguns folhetos da minha mesquita na bolsa para estes momentos.

Hoje dois rapazes me abordaram com muito cuidado, tentando descobrir se eu falava português, porque é comum pensarem que eu sou uma mulher árabe rs...

Quando descobriram que eu falava sim português, gentilmente me perguntaram se poderiam tirar uma foto comigo, ao que eu respondi que sim com simpatia. Eles tiraram a foto, me agradeceram e partiram sorrindo. =)

Eu fico feliz com isto, eu sinto que as pessoas em geral têm mesmo muito interesse em conhecer o Islam, e conversar com uma muçulmana, e sempre são gentis e educados comigo, onde eu estou, sempre há gentileza, ma sha Allah!

Bem, eu fiz o que precisava fazer, e fui embora. Quando eu estava chegando ao Largo de São Bento para pegar o metrô, vi de longe uma roda e, bem no meio dela o Rodela, um artista de rua que já esteve na televisão, fazia mais uma de suas apresentações.

Eu tentei ver um pouco, mas não consegui, porque bastou eu chegar perto e o show parou rs... porque todos passaram a olhar para mim. Ele me cumprimentou meio sem graça, eu fiquei vermelhinha de vergonha (sou tímida =S) e fui embora rs...

Salam!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Instituto de Pesquisa Histórica Regional lança projeto de página sobre o Islam


Eu tenho participado ativamente de uma comunidade sobre a novela "O Clone" no orkut, acho que é a maior comunidade sobre a novela, e uma comunidade realmente diferenciada porque tem a participação de pesquisadores e de um grupo de muçulmanos, eu inclusive, que complementa a novela com conhecimento e vivência sobre o Islam, além do trabalho impecável do corpo e moderadores da comunidade que a mantém em alto nível e realmente organizada e livre de interferências negativas, o que muito contribui para a sua altíssima qualidade.

São mais de 15.000 membros nesta comunidade e a experiência está sendo altamente gratificante porque todos têm interesse em conhecer o Islam de verdade e esclarecer dúvidas à respeito do que é apresentado na novela.

Aliás uma bela lição a ser seguida por moderadores de comunidades islâmicas no orkut, que infelizmente estão infestadas de trolls e fakes que agridem e deturpam o Islam abertamente sendo que ninguém faz nada contra isto, uma verdadeira vergonha.

Tanto que estou praticamente participando só desta comunidade, me recuso a participar de comunidades que deveriam ser sites de informação REAL E SEGURA sobre o Islam na net mas que, infelizmente, se tornaram território dominado por desinformação, ofensas contra o Islam e contra o Profeta Muhammad (saws), agressões contra os muçulmanos e deturpações do Alcorão sem que ninguém tome qualquer medida para resolver este problema.

Todo este "pacote" da comunidade "O Clone - a Novela" acabou provocando algo raro e único, a comunidade acabou se tornando um referencial cultural e isto é realmente raro e algo talvez único até.

E uma das grandes satisfações que tive ao participar desta comunidade foi conhecer a Professora Ludmila Pena Fuzzi, especializada em História Oriental e que desenvolve um trabalho de pesquisa sobre o Islam no Brasil e sobre muçulmanos, em especial nós muçulmanas, já a 5 anos.

A Professora Ludmila é também fundadora e presidente do Instituto de Pesquisa Histórica Regional, e o Instituto acaba de lançar o projeto de uma página interativa sobre o Islam. A intenção do projeto é iniciar um diálogo dentro da academia sobre o VERDADEIRO conceito histórico, filosófico e religioso do Islam, combatendo com isto os crimes de discriminação e a divulgação de estereótipos e mentiras das quais o Islam e todos os muçulmanos são vítimas hoje em dia.

A notícia está no site do Instituto.

Este é um importante projeto, assim como o trabalho de pesquisa da Professora Ludmila Pena Fuzzi é um trabalho de suma importância.

Ambos têm o meu total apoio e penso que todo muçulmano deve apoiar estas importantes iniciativas que servem como resposta à todos aqueles que trabalham insensantemente à favor da mentira, da calúnia, e da agressão discriminatória e desinformação, que são as armas daqueles cujas atitudes mostram a total falta de caráter e a opção por interesses excusos.

Que Allah abençoe este lindo trabalho que se inicia, espero poder contribuir da melhor maneira possível com este trabalho.

Salam!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

19/02/32 A.H. (23/01/11) ISLÃ: ARTE E CIVILIZAÇÃO – Conclusão

Saguão de entrada do CCBB SP, visto do alto, retratando o lindo e singelo chafariz e o piso da Mostra. O Prédio que já é lindo, se enfeitou todo para a exposição.

A MOSTRA – Muito bem montada e interessante, a Mostra Islã: Arte e Civilização tomou conta de 5 pavimentos do lindíssimo prédio do Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo.
Em exposição, exemplos da arte e cultura islâmica, tapeçaria, objetos variados, roupas, invenções da época de ouro do Islam, alguns exemplos de alvenaria, jóias, painéis explicativos e um conjunto em geral de peças e ambientes que vale a pena serem vistos.
Muito interessante um ambiente em que se podia selecionar algumas mesquitas e ter uma visão panorâmica da mesma, como a Mesquita Al Haram, a Mesquita dos Ômiadas, a Mesquita Al Aqsa, e outras.
Também achei muito interessante uma tela digital em que se podia criar com o dedo tocando na tela, o seu próprio grafismo islâmico, composto de elementos geométricos e cores variadas. Algumas roupas femininas também encheram meus olhos com sua beleza e singularidade. Muito semelhantes às abayas de hoje em dia, algumas continham um interessante prolongamento das mangas em forma de faixas que pendiam dos pulsos, realmente muito bonitas.
Outro ponto a se destacar é o belo e explicativo material gráfico composto de um Caderno de Mediação com fotos lindas e belo texto, e um lindo folheto de 8 folhas ricamente ilustrado e com texto em português e inglês sobre a mostra e sobre o Islam.
Certamente recomendo, vale a pena visitar a Mostra.

Halima, eu, e a Priscila, três muçulmanas brasileiras.

A EXPERIÊNCIA – A minha avaliação é de que foi altamente positiva, em vários aspectos. Em primeiro lugar porque eu agora sei que quero de fato adotar o chador e o niqab de forma permanente, e na medida do possível tudo farei para alcançar este objetivo.
Eu me senti muito bem vestida assim, me senti muito bem mesmo! Não senti metade do calor que pensei que sentiria, estava realmente confortável, feliz por estar assim, é um verdadeiro diálogo pacífico com o mundo à minha volta, e um direito que eu exerci de me cobrir de acordo com os conceitos de minha religião e do que elegi como minha meta, estava recatada, distinguida enquanto muçulmana, fui respeitada, e esta experiência me mostrou que é possível sim se vestir assim no Brasil.
Mas mostrou muito mais, mostrou que além de tudo, é mais uma forma de fazer Dawah! E isto foi algo muito bom de se comprovar, porque as pessoas vinham conversar conosco, querer saber mais sobre o Islam! Fomos até parados na rua por pessoas que estavam na Mostra e fizeram questão de vir conversar conosco, fomos fotografadas, e tenho certeza de que acabamos por deixar a experiência da mostra mais completa para muitas pessoas, afinal elas foram para lá ver uma mostra sobre o Islam, e lá chegando, além da mostra viram muçulmanos, e conversaram com muçulmanos, então eu acho que sim é válido e digo que daqui a pouco tempo não seremos assim tão raras pelas ruas do Brasil, muçulmanas inteiramente cobertas, insha Allah, e certamente eu serei uma delas... =)


Salam!

19/02/32 A.H. (23/01/11) ISLÃ: ARTE E CIVILIZAÇÃO – A MOSTRA, E A EXPERIÊNCIA...



Fui à mostra ISLÃ: ARTE E CIVILIZAÇÃO em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo no domingo, dia 19 de Safar de 1432 AH (23/01/11) e gostei. Gostei muito!
Mas foi um dia tão intenso, tão repleto de fatos interessantes, que eu nem sei se cabe tudo em um tópico só. Eu vou tentar condensar tudo em apenas um tópico, mas se não der, divido em dois, porque tem duas coisas a serem narradas: a Mostra em si, e a Experiência que realizamos, duas coisas distintas, mas que se fundiram.
Eu havia convidado uma de minhas filhas para me acompanhar, mesmo antes da Mostra entrar em cartaz no CCBB, e ela esperava este passeio com grande ansiedade.

Mas eu também desejava ir na companhia da Halima, minha amiga e irmã querida, e no fim se juntou ao nosso grupo outra irmã, a Priscila, que eu conheci neste mesmo dia, amiga da Halima. Além de nós, estavam presentes também o marido e o filho da Halima, um ótimo grupo, o que por si só já prenunciava um passeio muito agradável, tanto quanto todos os presentes, e todos com a exceção da minha filha que “ainda” não é muçulmana (Allah sabe mais e me sentirei honrada se ela manifestar a vontade de se reverter), embora demonstre gostar muito do Islam e da língua árabe, são muçulmanos.
Passeio combinado, recebi um telefonema da minha amiga querida, dando conta de que a irmã que nos acompanharia já usava algumas vezes niqab e qimar, e ela me convidou então para fazermos uma experiência na ida à Mostra, irmos as três de niqab e véu inteiro, ela e eu de chador (na verdade o nome é outro mas é como um chador ou enfim, o véu inteiro que cobre da cabeça aos pés) e a Pricila de qimar, as três de rosto coberto pelo niqab. Eu fiquei muito feliz com o convite, porque tenho sincero e real desejo de adotar de vez o chador e niqab e me cobrir inteira. E assim fizemos. E este detalhe fez do dia mais especial ainda, porque não se vê nas ruas de São Paulo, e nem no Brasil, com certa facilidade, muçulmanas cobertas desta forma, em especial com o rosto coberto. Fomos lá ver o que aconteceria e qual seria a nossa reação e a reação do mundo à nossa volta, hoje pensando bem foi sim um ato de coragem, mas principalmente de imposição pacífica, afinal somos muçulmanas, temos o direito de nos cobrir, não?
Fui para a casa da minha querida amiga, com a minha filha, e de lá saimos para nos encontrar com a Priscila. Lá nos vestimos e saímos, um pouco receosas, é certo, porque nunca sabemos o que pode acontecer, infelizmente muitas pessoas ainda não entendem de fato o Islam no Brasil, e embora a verdade seja de que o brasileiro em geral respeita a nossa religião e tem curiosidade por conhecer mais sobre o Islam, sabemos também que existem pessoas mal intencionadas, ou preconceituosas, que demonstram péssimo comportamento e péssima tolerância social com o que é diferente do que ela ACHA que é a ÚNICA VERDADE ABSOLUTA...
Saímos da casa dela e fomos à pé, até a estação do metrô onde combinamos de nos encontrar com a Priscila, a estação não é longe, mas também não fica muito perto, o que nos rendeu um belo e agradável passeio.
Quando saímos na rua, eu senti que fomos logo olhadas pelas pessoas à nossa volta, mas eu estava serena e confiante, certa de minha intenção e coerência, nada naquele momento me faria recuar, nem mesmo uma eventual reação exarcebada por parte de algum transeunte, mas o fato é que este tipo de reação não aconteceu, ma sha Allah! Os olhares em geral eram mesmo de curiosidade, e respeito. Teve até um motorista que gritou com toda a força de seu carro em movimento “Assalam Aleikomm!” e pessoas que nos cumprimentaram no caminho!
Já perto da estação, passamos por um grupo de muçulmanas, provavelmente libanesas, moradoras da minha rua, não sei se fui reconhecida porque eu estava totalmente coberta, mas a minha filha não estava coberta e estava de mãos dadas comigo, elas olharam espantadas, acho que nunca esperavam encontrar muçulmanas vestidas daquela forma em plena São Paulo. Ao passarmos por elas, o marido da Halima as cumprimentou e elas timidamente responderam.
Eu estava muito serena, e feliz, muito feliz! Por estar experimentando o tipo de vestimenta que até então tinha apenas a intenção de usar, mas nunca havia sequer experimentado. Eu estava usando o meu niqab, mas o chador era emprestado da Halima, já que ainda não tenho o meu (eu quero o meu chador =(... buááááá!!) e também estava me sentindo muito confortável, muito mais do que pensava que me sentiria.
Nos encontramos com a Priscila no metrô, também integralmente coberta, e fomos então à Mostra...
O centro de São Paulo estava tranquilo, e o dia estava realmente lindo, com céu azul, calor mas sem exagero até ali, um belo dia de domingo, realmente um belo e agradável passeio. No metrô e nas ruas, todas as atenções eram para nós. As pessoas olhavam ao nos ver, com um espanto inicial e posteriormente com curiosidade. Perto do prédio do CCBB, duas moças passaram por nós comentando que talvez fôssemos “da” exposição, rs... como se fôssemos atores ou performers.
O prédio do CCBB SP, que já é lindo por si só, estava mais bonito ainda para a Mostra! No saguão de entrada, foi instalado um piso circular com motivos islâmicos que continha no centro um lindo e singelo chafariz, também em motivos islâmicos. Ao chegar, notamos que ele estava cheio de... moedas! Sim moedas, não sei porque mas o povo resolveu jogar moedas dentro da água!

Entramos, e todos nos olharam, fiquei imaginando quanto daquelas pessoas pensaram que se tratava de uma família completa rs... devido ao estereótipo que existe no Brasil sobre nós, muitas pessoas ali devem ter imaginado que nós três éramos esposas do marido da Halima, e as crianças eram os filhos. Na verdade por conta disto eu já imaginava que quem mais teria de demonstrar coragem mesmo era ele, já que as pessoas poderiam ver nele “o opressor” que obriga “suas esposas” a se cobrirem daquele jeito! “Que horror” rs...
Para quem não sabe, lembrando aqui que:
  1. Dentro do Islam como deve ser mesmo, original, sem invenções nem “poluições” de coisas ilícitas, nós somos respeitadas e temos voz e direitos, e não somos obrigadas a nos cobrir e usar véu e chador e niqab, nada disto, ao contrário, escolhemos isto! Requeremos este direito, tanto que nós três escolhemos fazer esta experiência, e tenho certeza de que passado o receio inicial, as três estavam muito felizes por estarem assim!
  2. Sim existe a possibilidade de um muçulmano ter até 4 esposas, não é que isto seja recomendado, mas permitido, e as razões para um casamento com mais de uma mulher são várias, certamente nenhuma delas tem a ver com lascividade ou desejo erótico. Só que este costume hoje em dia é muito raramente adotado, uma das razões é evidente! Vai ver o gasto que é sustentar uma família, imagina só duas, três, quatro!! Sendo que cada esposa tem de ter uma casa separada e só para si, e no mundo todo, o custo de vida é alto! Antes do Islam, os homens casavam-se com várias esposas, muito mais do que 4, e em geral abandonavam a maioria delas, o que causava sérios problemas sociais, materias, e emocionais. O Islam trouxe respeito a esta questão, e controle.
No fim das contas foi um dia muito agradável, a Mostra é ótima, a reação das pessoas foi realmente surpreendente, e ainda fomos à Mussala da Praça da República para fazer a oração do crepúsculo, um dia intenso, que terminou com uma chuva intensa sobre São Paulo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

LEMBRETE - "Islã: Arte e Cultura" já está em cartaz no CCBB SP


Se alguém pensou que a foto acima retrata a cúpula por dentro de alguma mesquita, se enganou rs...

Esta é uma foto da cúpula do Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, o CCBB SP.

Só o prédio já merece uma visita por ser um dos mais belos e preservados do centro histórico da cidade de São Paulo, ainda mais agora que já está em cartaz no CCBB a mostra "ISLÃ: ARTE E CULTURA"!

Não percam, eu estarei lá no sábado agora dia 23 de janeiro à tarde inshallah!!


Mostra “Islã: Arte e Civilização”
Data: 18 de janeiro a 27 de março
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro/SP
Telefones: (11) 3113-3651 / 3113-3652

Entrada gratuita

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

É, realmente a Globo nunca me decepciona...

Assisti hoje ao primeiro capítulo da novela "O Clone".

E cheguei à conclusão de que a Rede Globo é realmente maravilhosa! Ela nunca me decepciona, nunca me deixa com a sensação de que minha expectativas restaram frustradas, ela sempre corresponde àquilo que espero dela, e portanto é realmente a certeza de que estarei satisfeita!

Não! Não estou fora de meu juízo normal! Ao contrário, acho que com a Globo eu aprendi a chegar ao meu máximo de lucidez, porque vejam só: se eu tivesse alguma expectativa de que a emissora iria me surpreender com um padrão fora do comum em sua produção televisiva, se eu esperasse algo que tivesse realmente conotação com a realidade, que fosse embasado em pesquisa séria, em elementos verídicos, em excelência em matéria de retratar de fato, e não de forma fantasiosa e estereotipada aquilo ao qual supostamente se propõe, eu correria o risco de ficar realmente decepcionada, chateada, e até irritada com o que vi.

Mas no meu caso não, é o contrário! Com o tempo aprendi a esperar da emissora sempre o pior, o estereótipo, o engano, o fantasioso que sim deve ser elemento presente na concepção do que é diversão mas não à ponto de ser alienante como é, de forma a calar a mente de toda uma nação com a burrice explícita!

E neste sentido, ela nunca me decepciona não? Espero o pior, e ela me dá o pior!

A primeira impressão ao ver o início da novela foi "Em que planeta eu estava nesta época porque realmente nunca vi nada disto!". Esta parte eu não sei explicar, olha não sei se na época estava fazendo cursinho, ou por outra razão qualquer, apesar de ser fato que nunca fui fã da emissora e de TV em geral, mas o fato é que eu nunca vi nem sequer a abertura desta novela, nunca havia ouvido a música tema, nunca vi sequer uma cena, tenho certeza disto!

E fui lá conferir e, meus caríssimos, confesso que foi difícil aguentar até o final viu? Porque só no primeiro capítulo, o que eu mais fiz no início foi rir! Sim rir, como se estivesse assistindo a um filme de comédia, e confesso que em vários momentos é como me parecia ser, um filme de comédia, ou um daqueles maravilhosos programas humorísticos da emissora cuja única diferença de um para outro é o nome e a época, pois o resto é tudo igual.

A primeira aparição então da personagem principal, me provocou cólicas de tanto rir! Depois de um diálogo super interessante entre a tal de Jade, e a mãe dela, de hijab preto dentro de casa, sendo que só haviam as duas ali, e nenhum homem por perto, um diálogo sobre a "nossa religião" segundo elas, que proibia a Jade de fazer qualquer coisa, o que a deixava com uma carinha triste de mulher oprimida, e em que a mãe recomendava que ela não fosse a uma danceteria com amigas, porque não é um ambiente propício para uma muçulmana, ela diz conformada com a opressão que vai à praia, a mãe sorri, e diz "cuidado com o sol" e então aparece ela em plena praia do Rio de Janeiro de maiô! Aí eu pensei "Mas nossa não pode nada né? Mas ficar seminua na praia pode né? Ah que bom..." ou seja, não era melhor ela ir para a danceteria segundo os conceitos das duas? Hahahahaha...

Ah só para explicar para quem não entende, estou criticando o diálogo tresloucado, e não o maiô.

Mas depois de um tempo eu já não aguentava mais, sabem? O padrão Globo me satura, me irrita, porque é realmente um fast-food, onde todos os pratos têm o mesmo gosto e só muda a cor ou o nome, onde tudo já vem mastigado e vazio, sem substância, onde se coloca o cérebro de férias, ou em um estado de letargia que dá até sono.

Mas eu resisti! Bravamente foi até o fim! Pensei "OK, já que a novela realmente superou minhas piores expectativas deixe-me ao menos me entreter com uma ou outra música que se salvava e com lugares e cenas de rua do Cairo e do Marrocos..."

E foi assim, um show de enganos e desenganos. Até o fim! E realmente foi o fim para mim, porque só um capítulo já me basta.

Bom né? Isto quer dizer que posso usar este horário da novela para algo mais útil... =)

Salam!

sábado, 8 de janeiro de 2011

O Clone



Eu tenho ouvido diversas opiniões à respeito do fato da Rede Globo voltar a exibir a novela O Clone. Opiniões bem diversas é verdade, e finalmente vamos à novela não? Porque de um jeito ou de outro ela volta mesmo a ser exibida.

Um dado interessante a se registrar é que eu acho que esta novela realmente marcou época e muitas pessoas consideram que foi a melhor novela da Rede Globo na década passada. Quando eu me tornei muçulmana, muitas amigas minhas se lembraram desta novela e me perguntavam a todo instante sobre minha opinião à respeito, e se eu havia assistido à novela quando ela passou.

Naquela ocasião, apenas alguns meses atrás, porque sou recém revertida ao Islam, ninguém imaginava que a novela seria reapresentada, mas o mais interessante é que eu nunca assisti a esta novela!! =O

Eu nunca a assisti, não sei porque, talvez porque na época eu estivesse ocupada no horário em que ela passava, não me lembro bem disto. Eu me lembro que esta foi uma daquelas novelas que se tornaram assunto nacional, porque todo mundo falava dela, mas se eu disser que cheguei sequer a assistir um capítulo dela estarei mentindo, ao menos eu não me lembro de ter assistido.

Mas, o fato é que ela deve ser mesmo diferente ou impressionante, porque agora todo mundo só fala da volta da novela às telas da Globo. Eu de minha parte estou preocupada... e curiosa, esta é a minha postura pessoal, mas ao mesmo tempo consigo enxergar coisas interessantes neste fato, e em acontecimentos ao redor deste fato.

Bem, pelo que já ouvi de comentários parece certo e é esperado que a novela não mostre o Islam da maneira como o Islam é de verdade. E é fato que se não mostra o Islam como é, e sendo uma novela da (ainda) maior rede de televisão aberta do Brasil, certamente ela contribui para aumentar a desinformação.

Mas ao mesmo tempo, pelo que ouço por aí, ela não chega também a “deturpar” a imagem do Islam, ou mostrar o Islam de uma forma negativa. Apenas pelo que parece mostra alguns elementos e situações que nada têm a ver com a realidade islâmica.

Segundo estes mesmos comentários, a personagem principal parece ser uma muçulmana “revoltada” ou seja que não aceita o fato de ser muçulmana. E que, oriunda de um país do Oriente Médio, e de família muçulmana, tem dificuldades para lidar com o contexto religioso e social da sociedade na qual nasceu e está inserida.

Outro detalhe é que pelo jeito há muita confusão entre Dança do Ventre e Islam. E uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu quero deixar claro que isto é a opinião de quem não viu a novela, e vou aproveitar o fato de estar de férias para assistir sim.

Mas, por outro lado, não é curioso o fato desta novela voltar a ser exibida no mesmo período em que temos a mostra ISLÃ: ARTE E CIVILIZAÇÃO, exibida pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que acaba de deixar o Rio de Janeiro depois de uma temporada em que realmente foi um sucesso total, e agora chega à São Paulo (torcemos aqui para que o CCBB a exiba em outras cidades inshallah)? E também não é curioso que isto esteja acontecendo em um momento em que comprovadamente o Islam está de fato crescendo de uma forma espantosa no Brasil, seguindo a tendência do mundo todo?

E esta expansão é algo que se vê na rua! Hoje eu estava voltando da Mesquita com uma de minhas filhas e, no meio do caminho, nós duas de hijab dentro do carro nos deparamos com uma família saindo de um prédio, e todas as mulheres desta família estavam de hijab!

Isto sem contar a minha rua, onde existe um verdadeiro "congestionamento de véu" e "trombada de hijab" rs...

Pessoalmente eu acho que de qualquer maneira, apesar dos prós e contras, tudo isto serve para colocar o Islam em evidência.

Serve também como Dawah, a divulgação do Islam, porque eu sei também que esta novela quando foi exibida levou muitas pessoas a pesquisar sobre o que é de fato o Islam e algumas destas pessoas acabaram se tornando muçulmanas.

E estes são os pontos positivos que eu vejo em tudo isto!

Bem, de qualquer maneira, de um jeito ou de outro, vamos então ao O Clone! Porque uma coisa é certa, de um jeito ou de outra ela vai mesmo voltar a ser exibida.

Espero que ao menos eu comece a ouvir mais “inshallah” na rua, em vez de ouvir de vez em quando algum desconhecido virar para mim e querer fazer gracinha falando “arrelá” que eu nem sei o que é =)...

Salam!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CCBB SP recebe a mostra “Islã: Arte e Civilização”


Olha só que notícia boa para São Paulo, a mostra ISLÃ: ARTE E CIVILIZAÇÃO que tanto sucesso fez no Rio de Janeiro está chegando aqui!!

Eu vou, e espero encontrar todo mundo lá! =) Segue a notícia:

Será realizado dos dias 18 de janeiro a 27 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo a mostra “Islã: Arte e Civilização” com curadoria do Professor Dr. Paulo Daniel Farah e Rodolfo Athayde. A entrada é gratuita.

A mostra reúne mais de 300 obras que contam 1.400 anos da história do Islã dos acervos do Museu Nacional de Damasco, Museu Aleppo e Palácio Azem, da Síria, e peças do Museu Nacional do Irã, Museu Reza Abassi e Museu do Tapete, no Irã.

A exposição contará com obras do acervo da Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes (BibliASPA) vindas do Marrocos, Mauritânia, Líbia, Líbano, Burkina Faso e Brasil, além de peças do Mali, Níger e Nigéria, da Casa das Áfricas.


Mostra “Islã: Arte e Civilização”
Data: 18 de janeiro a 27 de março
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro/SP
Telefones: (11) 3113-3651 / 3113-3652

Entrada gratuita