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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

E chegamos ao fim do ano de 1432...

Escrevo este post nos últimos momentos do ano de 1432 AH, pois hoje com o aparecimento da lua, inicia-se o ano de 1433 AH no nosso calendário.

Este novo mês, o primeiro do ano, é o mês de Muharram, e o mês de Muharram é um dos meses sagrados que são mencionados no Alcorão, ao lado dos meses de Rajab, Dhul-Hijjah e Dhul-Kidah.

Além do jejum no mês de Muharram ser sunnah (recomendável), temos o Dia de Ashurah no décimo dia do mês, um dia importante onde devemos observar o jejum assim como nos ensinou o Profeta (saws). O jejum deve ser feito no dia 09 e no dia 10 de Muharram, ou então no dia 10 e no dia 11 de Muharram.

Em breve escreverei um post sobre o Dia de Ashurah, mas vamos lá, vamos falar um pouco do ano que se passou, um ano marcante para mim de forma pessoal, e acredito que para todos os muçulmanos de forma coletiva.

1432 AH foi um ano vivido intensamente, por mim, pelo Brasil, pelo mundo todo.

Foi um ano em que assistimos a comunidade islâmica brasileira crescer de forma espantosa alhamdulillah, muitas reversões em todas as mesquitas, muitas irmãs e irmãos novos, foi um ano também em que muito conhecimento foi divulgado, em que pudemos fazer Dawah com as graças de Allah.

1432 AH foi um ano em que assistimos os nossos irmãos de muitos países do Oriente Médio passarem por momentos marcantes, a consolidação da Revolução no Egito, o povo está na rua neste exato momento mostrando que não está dormindo não, que tirar o ditador foi apenas o primeiro passo, que há todo um caminho a ser percorrido, que há um preço a ser pago, e que eles são de fibra e sabem muito bem disto.

Este foi também um ano em que muitas irmãs e muitos irmãos foram para a rua com cartazes e reivindicações nas mãos e nos corações, um ano em que o mundo todo mudou profundamente, devemos orar por aquelas pessoas que atravessam momentos delicados em seus países como a Grécia, os países da Europa, nossos irmãos dos Estados Unidos, foi também um ano em que nossos irmãos da Palestina Ocupada começaram a ser ouvidos de fato, todos os palestinos, sejam estes muçulmanos ou cristãos, todos os que sofrem as atrocidades desumanas e brutais praticadas por um estado fictício imposto à força, truculento injusto racista e brutal, que Allah abençoe e proteja a vida de todos os palestinos.

1432 AH foi o meu primeiro ano completo como muçulmana, meu primeiro Ramadan que nunca mais esquecerei, um ano em que aprendi muito, um ano de mesquita, de amigas lindas e especiais na minha vida, um ano marcante e intenso para mim.

Foi um ano em que também cresci não só como muçulmana mas como pessoa, e agradeço a Allah, louvado seja, por todos os momentos e por todos os ensinamentos.

Infelizmente algumas coisas estão indo embora também com o ano, entre elas um sonho... um sonho que eu sonhei porque alguém me propôs sonhar, mas este mesmo que me propôs este sonho me fez acordar, porque me decepcionou profundamente.

E com isto eu rompi o meu noivado, e este sonho se vai também com este ano, mas em compensação eu senti!! Pela primeira vez na vida eu senti algo, e eu nunca na minha vida senti algo por alguém, então agradeço a Allah porque me deu a dádiva de conseguir ter de volta o direito de sentir amor, porque este direito me foi roubado um dia, e eu sou uma guerreira, e assim como lutei muito e travei várias batalhas por minha vida e pelo direito de ter uma vida plena novamente, eu lutei muito para ter de volta o direito de sentir amor, e pelo jeito eu venci mais esta batalha, Louvado seja Allah!

Que o novo ano que se inicia seja um ano abençoado por Allah para todos os meus irmãos e irmãs no mundo todo, Allah o Único!!

Que possamos, neste ano de 1433 AH, reforçar os nossos laços de comunidade islâmica, que possamos seguir firmes no louvor a Allah, Louvado seja para sempre, o Único, só Ele é digno de adoração!!

Que possamos reforçar a nossa fé, e seguir cada vez mais os ensinamentos do Profeta Muhammad (saws) o último dos Mensageiros de Allah e que a vida e os caminhos de todos no mundo todo sejam abençoados...

Eu vou seguir a minha estrada, felizinha como sempre, com coragem para vivenciar a vida, como sempre tive, com coragem para amar, com coragem para viver!

Salam! =)




domingo, 16 de outubro de 2011

A Atitude Pró-ativa


Eu não gosto de escrever em meio a uma crise, e sim, houve agora uma crise e eu mesma estou em crise...

Não gosto de escrever em meio a crise porque eu me conheço! Apesar de ser brasileira, e ter em minhas veias o sangue alemão, herdado da parte do meu pai, eu tenho também rompantes de italiana, quando fico nervosa ou tensa eu costumo externar a minha raiva em explosão de gestos e falações, típico de uma italiana, e a vantagem disto é que eu não guardo raiva. Após isto eu me tranquilizo e muitas vezes perdoo, o que é bom para a preservação da minha saúde.

A desvantagem é que invariavelmente na hora eu perco a razão por estar com raiva, e isto não é sábio e nem bom, até porque nos impede de refletir antes de opinar.

Então com o tempo eu aprendi a me calar no rompante da crise, e só opinar depois.

Eu também constumo escrever aqui de forma mais voltada para quem está conhecendo o Islam agora, para o leigo, e não para quem já conhece o Islam, embora saiba que acabe contribuíndo também para os meus irmãos e irmãs na construção do conhecimento que é dever de todo muçulmano, de toda muçulmana.

Mas hoje talvez eu esteja escrevendo mais para quem já é muçulmano, não sei...

Tivemos ao longo deste fim de semana a notícia de triste fato motivado por preconceito religioso por parte de um centro de treinamento de condução de veículos e por parte do Detran, me refiro à irmã que teve sua prova de renovação da carteira de motorista interrompida por estar usando hijab.

Este fato motivou, além das medidas legais cabíveis que eu sei que darão sim frutos, já que todos os envolvidos tiveram o grande azar de, além de ter provada toda a sua atitude preconceituosa, terem mexido com integrante de família importante, também protestos e opiniões acaloradas de todos os muçulmanos através da internet, todos aliás com muita razão sim porque um crime de preconceito religioso foi praticado contra uma irmã nossa.

Para quem não sabe:

Discriminação religiosa é crime! Enquadra-se no art. 20 da Lei Caó (lei nº 7.716/89 alterada pelas leis nº 8.081/90 e 9.459/97. Lei nº 12.288/20.07.2010) conforme abaixo:



Art. 1º - Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.


Art. 20º - Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.


Pena: Reclusão de um a três anos e multa...

Também tivemos a manifestação de pessoas que, sem a mínima base de conhecimento, protestaram alegando que a proibição está certa, que nos "países islâmicos" não há respeito a outras religiões e escolhas, etc, etc, etc...

Em primeiro lugar, NÃO EXISTE PAÍS ISLÂMICO NO MUNDO HOJE EM DIA.

Isto é muito simples de constatar: Existe algum país cujo governo seja capitaneado por um Khalifa? Não? Ah então sinto muito mas não tem então nenhum governo islâmico...

O que existe, aí sim, são países de MAIORIA ISLÂMICA, e tem de existir mesmo, afinal o ISLAM HOJE EM DIA É A MAIOR INSTITUIÇÃO OU CONGREGAÇÃO RELIGIOSA DO MUNDO.

Ah sim o Cristianismo é maior... Mas é maior se juntarmos todas as congregações, inclusive a Católica, em uma só religião. E a Católica é a maior delas ainda.

O Islamismo é maior do que o catolicismo, então é a maior congregação religiosa hoje em dia.

Em segundo lugar, 99,9% das pessoas que opinaram na forma de achar certo a atitude preconceituosa:

01. Nunca moraram em um país de maioria islâmica;

02. Não conhecem ninguém que mora lá;

03. Não conhecem e nunca conversaram com nenhum muçulmano e nenhuma muçulmana;

04. Não sabem o que é de verdade o Islam.

E por não saberem o que é o Islam, confundem RELIGIÃO COM NACIONALIDADE, um grande erro, e consideram que atitudes de países cujos governos sucessivamente têm se afastado do Islam e trazido de volta os costumes abomináveis da Era da Ignorância, tão duramente combatidos pelo Profeta Muhammad (saws) POR DESLEIXO, ou muitas vezes por "EXCUSOS INTERESSES" de grupos e governos longíquos e poderosos, como atitudes islâmicas, quando não são.

Basta lembrarmos da atitude de Saladino (escrevo assim para ser identificado por todos) por ocasião da tomada de Jerusalém, não só preservando todos os locais cristãos como também permitindo o acesso de cristãos a estes locais.

Basta citarmos que não: muçulmanos e cristãos egípcios não estão em guerra, a não ser quando são incitados e direcionados a isto por "grupos" cujos interesses são muito mais profundos e satânicos do que um eventual motivo religioso.

Mas, na verdade eu vim falar aqui de duas coisas:

01) O cumprimento da LEI;

02) A atitude pró-ativa.

A atitude pró-ativa é aquela atitude que possibilita a ação positiva, a construção verdadeira da defesa legalista, e que dá frutos, ao contrário do que acontece quando ficamos apenas reclamando e nos vitimizando.

Há uma lei a ser cumprida, há uma comunidade que cresce de forma espantosa todos os dias no Brasil que, repito, porque já falei sobre isto, precisa acordar, deixar suas diferenças internas de lado, se unir, se organizar, e exigir os seus direitos.

Eu ainda sinto que falta isto na comunidade islâmica brasileira, estamos precisando de organização e ação.

Então tá, o que deve ser feito no caso? Precisamos da garantia de que fatos assim não vão se repetir, precisamos exigir o cumprimento da lei, precisamos agir!

A atitude pró-ativa acontece quando você:

01) Observa;

02) Obtém a consciência a partir da reflexão de sua observação;

03) Com base nestas reflexões e na conclusão delas, elabora um planejamento;

04) Executa o que foi planejado.

Isto leva a uma atitude pró-ativa, e ela começa a nível pessoal quando você cumpre o seu papel na defesa de seus direitos e do Islam no seu dia-a-dia, e desemboca na atitude social quando você une forças com os seus irmãos e irmãs, para exigir o direito do grupo, e promover a defesa do grupo, dentro do que é estabelecido em lei.

E este ponto que precisamos por em prática, é isto que me move a escrever aqui.

Irmãos e irmãs, precisamos nos unir, ter a consciência do que nos garante a lei, e exigir este cumprimento.

Esta é a minha opinião.

Salam!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Está Oficialmente Confirmado - Eid Al Fitr amanhã, terça-feira, dia 30 de Agosto de 2011.



O Conselho Superior dos Teólogos e Assuntos Islâmicos do Brasil, anuncia oficialmente que dia 30 de Agosto de 2011, Terça-feira é o dia do Eid Al Fitr(Feriado do Desjejum) e parabeniza a todos por esta data, pedindo a Deus que abençoe e guie a todos! Kul Am wa antum bikhair!

Aproveito para desejar a todos os meus irmãos e irmãs do mundo inteiro um Feliz Eid!


EID MUBARAK!


Desejos de dádivas para toda a Ummah, a Grande Nação do Profeta Muhammad (saws) em todos os cantos do mundo e que Allah nos abençoe e nos encaminhe à senda reta!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Hipocrisia


Pensando bem, é muito fácil usar um hijab.

Basta você comprar um lenço de bom tamanho, aprender a colocar ele sobre a cabeça, treinar um tempo e pronto, você terá certamente um lindo hijab.

Usar um niqab já não é tão fácil assim porque sim é menos comum do que usar hijab, mas se você reparar bem, também não é difícil. Basta você ter um niqab, ou então improvisar com a ponta de um lenço sobre o rosto.

Mas se você tiver um niqab, basta aprender a centralizá-lo no rosto, amarrar por trás da cabeça, e pronto! Você está usando um niqab.

Não há nenhuma dificuldade em passar a usar roupas lícitas, como saias compridas, abayas, blusinhas de manga comprida e que não marquem o corpo, ou mesmo chador ou isdal, do tipo dos que eu uso.

Demora um certo tempo até você conseguir as roupas certas, isto sim! Porque o Brasil não tem lojas que vendem roupas para muçulmanas, então você tem de pesquisar sim, procurar cada ítem, cada artigo com muito afinco em diversas lojas, testar roupas indianas, comprar via net ou de irmãs que vendem, encomendar algumas peças como o chador que não se acha facilmente no Brasil, mas resumindo tudo, é questão de tempo. Não conheço nenhum caso de muçulmana que se reverteu mas não pode continuar no Islam por falta de roupas adequadas.

Mas, muito mais difícil do que usar hijab, niqab, abayas e chador, é saber porque está se usando isto, atribuir um significado verdadeiro ao hábito de se usar as roupas, é fazer da mudança do guarda-roupa uma mudança de vida, da forma como você vive e vê a vida, uma mudança profunda em si mesma.

Porque o que mais vemos por aí são lindos hijabs vazios, abayas que parecem andar sozinhas, niqabs de olhos furados e vazados, almas perdidas em suas mesquinharias e hipocrisias que se cobrem talvez de vergonha de si mesmas, e disfarçam dizendo que são muçulmanas.

Um certo e conhecido cantor que se reverteu ao Islam disse certa vez uma frase que eu nunca esqueci: "Ainda bem que, antes de eu conhecer os muçulmanos, eu conheci o Islam!"

Porque uma coisa é o Islam, e outra coisa são os muçulmanos.

Hoje eu recebi um mail com a recomendação de passar adiante.

Vou fazer melhor, vou reproduzir o principal do texto dele aqui.

Diz o texto deste mail:


"Um dia durante o Salat Jummah, uma assembléia de 1.000 membros foi surpreendida por dois homens que entraram na mesquita, estavam cobertos de preto da cabeça aos pés e com metralhadoras nas mãos.

Um dos homens disse:
“Quem quer levar um tiro por Allah permaneça onde está.”

Imediatamente, a assembléia fugiu, e das 1.000 pessoas que estavam lá somente 20 permaneceram.

O homem que tinha falado tirou a capa que o cobria, olhou para o Imaam e disse:
“Sheikh, eu livrei-lhe de todos os hipócritas. Agora você pode começar o seu sermão.”

Os dois homens deram á volta e sairam."


Que pena que esta história não é uma história que acontece de verdade. Porque eu acho que ela deveria acontecer sim, em muitas mesquitas, em muitos lugares...


Allah, louvado seja, disse:
"Não vos espreiteis e nem vos calunieis mutuamente. Quem de vós seria capaz de comer a carne de seu irmão morto? Tal atitude vos causa repulsa! Temei a Allah, porque Ele é Remissório, Misericordiosíssimo"
(Alcorão Sagrado, 49:12)


E, louvado seja, disse também:
"Não sigas o que ignoras, porque pelo teu ouvido, pela tua vista, e pelo teu coração, por tudo isto serás responsável"
(Alcorão Sagrado, 17:36)

E, louvado seja, disse ainda:
"Não pronunciará palavra alguma sem que junto a ele esteja presente uma sentinela (que a anotará)"
(Alcorão Sagrado, 50:18)


Anas (R) relatou que o Profeta (saws) disse: "Na noite da Ascenção, passei diante de umas pessoas que tinham unhas de cobre, e com elas rasgavam os seus rostos e peitos. Perguntei para Gabriel quem eram aquelas pessoas. Ele me disse: 'São as que difamam outras pessoas, e atentam contra a honra delas' " (Abu Daoud)
(Riadhussálihin p.716)


Porque muitos e muitas em especial são aqueles e aquelas que batem no peito e dizem "eu sou muçulmano!" ou "eu sou muçulmana!"

Mas poucos e poucas vivem verdadeiramente tementes a Allah e segundo o que aprendemos como maneira lícita de viver dentro da religião, dentro da fé, dentro do Din, dentro do Islam.

Há aquelas em que a língua é como ferro em brasa e não para quieta, refletindo a sua escuridão de alma, o seu rancor perante a vida, a sua inveja, o seu vazio e desolação completa. E não suportam estas a proximidade de quem vive a vida com alegria e determinação, segundo o que nos ordena Allah, segundo o que nos ensinou o Profeta (saws).

Hoje temos sim no Islam boas pessoas, em especial pessoas que se reverteram à religião com amor e determinação. mas também temos espumas de água na praia, simples bolhas de ar que estouram e nada têm dentro de si.

Sim, há muita hipocrisia e mentira a bordo de lindos hijabs que passeiam socialmente pelas mesquitas, há muitas destas sim inclusive na minha mesquita.

E eu sei de muitas pessoas que se afastaram de tudo por conta da hipocrisia e falta de caráter destas que portam hijabs como adornos de época ou moda. Pior do que aquela pessoa que não tem conhecimento, é aquela que sabe e mesmo assim erra, porque é desta que certamente é cobrado o peso extra de seus desencaminhamentos.

Eu sei que tem muito disto por aí.

Mas eu não me abalo e nem me afasto da minha querida mesquita. Eu nunca farei isto.

Porque não vou lá para desfilar com o meu chador, eu vou lá para louvar a Allah.

Porque eu não uso niqab e chador para ser diferente ou dizer que sou mais do que alguém, ou sei mais do que alguém. Eu uso niqab e chador por submissão e temor a Allah, por amor a Allah, porque sou uma serva de Allah, e seguidora dos ensinamentos do Profeta Muhammad (saws).

Eu vou à mesquita porque eu sou apenas uma muçulmana, só isto, e nada mais, nada mesmo!

Que Allah tenha piedade das almas escuras que às vezes habitam hijabs. E que estas almas escuras e imundas percebam que se tornam de fato escuras quando com hipocrisia proferem a Shahada, mas na prática servem unicamente ao shaytan.

Allahu Akbar! Eu não sou assim! Ma sha Allah que não sou assim, eu sei pouco, sou apenas uma aprendiz, mas com o pouco que sei, e o muito que aprendo, sou verdadeira, sincera, e apenas procuro viver de fato dentro do Islam, com minha vida, com o meu proceder, com o modo como ando, como me visto, como durmo, como me alimento, como respiro.

Salam!

sábado, 30 de abril de 2011

O Líbano não é logo ali...


Que soem as trombetas porque agora eu vou colocar o dedo na ferida e podem ter certeza, vai doer.

Eu sou muitas vezes polêmica porque eu tenho a minha opinião, e não tenho medo nenhum de expressar a minha opinião, sabem eu sou uma muçulmana! E sou uma muçulmana de verdade! Eu só temo a Allah! Somente a Allah! E nada mais!

Todo mundo que me conhece, sabe que eu sou temente a Allah, uma muçulmana apaixonada pelo Islam, uma leoa para defender a minha religião e o meu povo, que sou uma mulher religiosa, que sigo o Islam à risca e na minha vida por completo, não sou muçulmana só quando rezo, eu sou muçulmana quando respiro! Mesmo dormindo sou muçulmana.

Meu amor pelo Islam é tão grande que eu me entristeço quando vejo coisas que são abomináveis segundo nossa religião.

E tem uma coisa que me entristece muito e que eu demorei muito para me manifestar à respeito, mas agora vou falar e pronto, e sei que muitas pessoas vão me criticar por isto, mas não importa, é o que eu vejo, e o que eu penso e pronto, é a minha opinião!

Eu acho simplesmente ridículo quando uma irmã (sim, irmã!!!) que é Shia (xiita) não cumprimenta a outra porque ela é sunita, e eu acho igualmente ridículo quando uma sunita não cumprimenta a outra porque a outra é Shia (xiita)! Pronto falei.

Aliás eu acho sinceramente desabonador e desalentador todo este conflito e acusações entre sunitas e xiitas, e outros. Porque isto é ótimo para o Shaytan, é ótimo para quem é inimigo do Islam, esta divisão é muito bem vinda para eles, e nos enfraquece!!

Tá, temos opiniões e visões diferentes, temos práticas diferentes, mas alguém vai levantar o dedo em direção a outra pessoa e acusar esta pessoa de não ser muçulmana??? Isto é certo??? É lícito levantar dúvidas sobre a Shahada da outra pessoa? Eu acho que não. Pelo pouco que já aprendi, acho que isto é sim algo abominável, cuidado porque isto se voltará contra você!

Dividir para conquistar - uma estratégia de dominação muito conhecida, e ainda têm pessoas que não se tocam disto até hoje, e ela já é usada a mais de 1000 anos!

Eu não me importo, eu sou uma muçulmana!! E podem não me cumprimentar, mas eu sou uma serva de Allah, e sigo os ensinamentos do Profeta Muhammad (saws). Ele nos orientou a nos cumprimentarmos sempre, no mundo todo, da maneira correta, e é o que eu faço, eu sempre fiz, e eu sempre farei, a vida toda!

Se uma irmã vira o rosto para mim e não me cumprimenta, Allah sabe mais! Só a Ele cabe o julgamento das pessoas, e esta irmã que dê contas de seus atos perante Allah, não tenho nada a ver com isto, e eu vou cumprir aquilo que é lícito e recomendável dentro da nossa religião.

Porque coloquei o título que coloquei neste texto? Porque infelizmente, e que Allah me mantenha longe de generalizações e preconceitos, aqui em São Paulo eu vejo muitas irmãs libanesas fazendo isto... Muitas mesmo!

A estas irmãs eu só posso falar uma coisa: isto depõe contra vocês mesmas, as torna feias, arrogantes e preconceituosas à vista de todos. E eu lamento por isto. Afinal em vez de encontrarem o preconceito, isto faz com que vocês tragam o preconceito, para dentro de nossa comunidade, aqui no Brasil.

Então esta é a minha crítica, eu não sei nada! Sou apenas uma aprendiz, mas eu acho que estes desencontros que existem entre xiitas e sunitas, deveriam ser objeto de reflexões mais profundas.

Salam!