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terça-feira, 9 de abril de 2013

Muçulmanas brasileiras UNIDAS CONTRA Femen-Brasil


Enquanto isto, no Brasil, acompanhando a truculência, ignorância, violência e o preconceito do grupo Femen, o grupo Femen Brasil promoveu o seu circo ridículo na frente da Mesquita do Brás em São Paulo, uma das duas mesquitas Shia (xiita) existentes no país.

Pela foto acima já dá para ver o desrespeito (ou sinceridade) de suas ações, pois cartaz empunhado pela moça no canto da foto tem os dizeres "MY BOOBS FOR ISLAMISTS", o que é antes de tudo um claro sinal de falta de conhecimento e ignorância já que NÃO EXISTE A PALAVRA "islamitas", e a palavra "islâmico" se refere a coisa, ou objeto inanimado (livro islâmico, roupa islâmica, oração islâmica). Quem segue o Islam é MUÇULMANO = SUBMISSO A DEUS.

Mas ao mesmo tempo este cartaz empunhado por uma ignorante talvez seja A VERDADE DO FEMEN ESCANCARADA, porque inclui nós mulheres muçulmanas no pacote, e isto mostra claramente que FEMEN É ISLAMOFÓBICA E PROMOVE O ÓDIO NO MUNDO.

Em primeiro lugar, PRECONCEITO RELIGIOSO e ATENTADO AO PUDOR são crimes tipificados e qualificados no código penal brasileiro. Preconceito religioso é inclusive passível de prisão em fraglante sem direito a fiança e com pena prevista de 1 a 5 ANOS DE PRISÃO o que coloca o delito acima do limite de 4 anos para liberação de cumprimento de pena, uma imbecilidade jurídica inventada por aqui.

Então para começarmos a conversa FEMEN BRASIL É CRIMINOSA.

A reação das mulheres muçulmanas no Brasil foi imediata e similar à reação de todas as mulheres muçulmanas no mundo. Expressaram o seu sentimento de ULTRAJE, DESAPROVAÇÃO, HORROR FRENTE À IGNORÂNCIA E VIOLÊNCIA DESTE GRUPO ALTAMENTE SUSPEITO, E NEGATIVA QUANTO AO FATO DE QUE ESTE GRUPO EM NADA NOS REPRESENTA E NÃO TEM O DIREITO DE FALAR POR NÓS.

Ninguém deste grupo NUNCA nos procurou para nos conhecer, NUNCA perguntou para nós mulheres muçulmanas sobre a nossa realidade, os nossos reais problemas, sobre nossa religião, sobre nossa condição.

Assim como suas amigas de outros países, NOS USARAM COMO OBJETO DE SEU CIRCO HORROROSO E SEM NENHUM SENTIDO PRÁTICO QUE NOS ÚLTIMOS DIAS FOI INCLUSIVE CONDENADO PELA PRÓPRIA AMINA, a jovem que foi usada como desculpa para este ato de islamofobia, que se declarou horrorizada por ver cenas em que ativistas do Femen da França queimaram uma bandeira com a Shahada escrita nela.

Assim como o Femen no mundo inteiro, as integrantes deste grupelho Femen - Brasil usaram de sua semi-nudez, um deleite para todos os pervertidos do mundo, para chamar a atenção da mídia, e reforçar o estereótipo mentiroso que existe sobre nós mulheres muçulmanas, contribuindo assim exclusivamente para piorar a vida de todas as mulheres muçulmanas.

Agora, venhamos e convenhamos... se a intenção era protestar em favor da jovem Tunisiana, o que se revelou UMA GRANDE MENTIRA JÁ QUE ELA ESTÁ COM A SUA FAMÍLIA TRANQUILA E SEM SOFRER NENHUM TIPO DE RETALIAÇÃO POR SEU ATO DE PUBLICAR A FOTO NA INTERNET COM OS SEIOS À MOSTRA, porque, pergunto eu, este grupelho ignorante não foi protestar em frente à uma representação diplomática da Tunísia no Brasil? Simples, porque isto é mais uma das grandes mentiras deste grupo obscuro que já teve integrantes suspeitas por envolvimento com ideologias racistas, porque esta não era a motivação da palhaçada promovida, porque nunca foi.

Transformar uma pessoa ou um grupo de pessoas em ASSUNTO do discurso, impedindo assim a sua condição de SUJEITO que promove o discurso, ou seja, o SUJEITO QUE DIALOGA, PROMOVE O DIÁLOGO E AGE POSITIVAMENTE, é uma das mais antigas e conhecidas formas de OPRESSÃO no mundo.

A pessoa ou grupo de pessoa que NÃO PODE OU É IMPEDIDA DE SE PRONUNCIAR, e torna-se o OBJETO ou mero TEMA desta mesma pronúncia é, antes de mais nada, uma pessoa ou um grupo que sofre opressão porque não tem o direito à voz própria, e é esta a estratégia do grupo Femen Brasil, alinhado com o direcionamento islamofóbico e racista do grupo a nível mundial.

E elas provaram isto na prática ao impedirem a nossa defesa na página do facebook delas, o que eu acho mais engraçado e que mostra a FALTA DE CARÁTER, HIPOCRISIA, TRUCULÊNCIA E ISLAMOFOBIA DESTE GRUPO é que MULHERES muçulmanas, inclusive eu mesma, foram expulsas e bloqueadas da página em detrimento de um HOMEM agressor e ignorante.

Isto mostra claramente a COVARDIA e MENTIRA DE UM GRUPO COMO ESTE, que insiste em calar a nossa voz, nos definir segundo seus próprios preconceitos e total falta de conhecimento, e ainda se acha no direito de falar em nosso nome sem ter nenhuma autorização ou condição moral de fazer isto.

Nossos comentários na página do grupo foram deletados, fomos sumariamente expulsas, caladas à força e de forma bruta e violenta, e não fosse eu ter salvo quase tudo que escrevi na página do grupo, coisa que faço questão de reproduzir aqui no próximo post, todas as nossas alegações teriam sido apagadas para sempre.

Pois bem, agora todas as mulheres muçulmanas brasileiras protestam, se organizam, e se declaram contrária ao grupo Femen - Brasil.

Parabéns ao Femen Brasil, vocês conseguiram PLANTAR A DISCÓRDIA ENTRE MULHERES! PREJUDICAR MAIS AINDA A VIDA DE MILHARES DE MULHERES BRASILEIRAS! E AUMENTAR O GRUPO DAS PESSOAS QUE VÊEM A VERDADE DE SUAS AÇÕES CIRCENSES!

UM DETALHE.

NOTEM que eu não escrevi UMA LINHA OU PALAVRA SEQUER para criticar a nudez, o topless, a exposição promovida pelo grupo.

E NEM VOU FAZER ISTO, pessoalmente estou pouco me lixando para isto! Pessoalmente se quer ficar pelada no meio da rua o problema é seu, porque EU NÃO SOU COMO ELAS, E ALHAMDULILLAH NEM QUERO SER! Eu não sou preconceituosa, eu não sou OPRESSORA e REPRESSORA COMO ELAS, eu não sou INTOLERANTE e IGNORANTE como elas são! 

UM RECADO PESSOAL.

Agora, eu queria mesmo ver este grupo vir fazer as suas PORCAS ALEGAÇÕES na minha frente, queria mesmo ver se elas são capazes de olhar nos meus olhos e fazerem esta palhaçada contra nós mulheres muçulmanas, sabe?

Eu tenho curiosidade em saber se elas são capazes de LIDAR COM AS VERDADEIRAS MUÇULMANAS, eu duvido que são! Elas não são capazes sequer de ter condição mental de nos entender, o que direi sobre nos enfrentar pessoalmente?

Como lidar com o fato de que SIM, existem mulheres que não querem de forma nenhuma ser como elas, que são livres e felizes, que são religiosas e amam e defendem a sua religião, que são tão livres a ponto de se diferenciarem como MUÇULMANAS por suas lindas roupas e véus, que são muitas vezes chefes de família, médicas, professoras, escritoras, advogadas, comerciantes, mães, filhas, ativistas, atletas, empresárias, e até mesmo GUITARRISTAS?

Prometi a mim mesma que iria destinar este blog exclusivamente para o Islam, mas é nosso dever enquanto muçulmanas NÃO AGREDIR, ACOLHER, COMPREENDER, RESPEITAR, mas também DEFENDER A NÓS MESMAS, A NOSSA RELIGIÃO, E O NOSSO AMADO PROFETA MUHAMMAD (saws) de AGRESSORES, OPRESSORES, REPRESSORES, VIOLADORES DE NOSSOS DIREITOS.

Portanto... só posso dizer uma coisa:


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Mulheres Muçulmanas dizem NÃO ao FEMEN... mas porque?


O grupo Femen fez uma onda de protestos em mesquitas de várias cidades no mundo na semana passada e alegou que protestava a favor de Amina, uma jovem moça tunisiana que publicou fotos na internet com os seios à mostra.

A reação de todas as mulheres muçulmanas ao redor do planeta foi imediata: indignação, descontentamento, protestos contra Femen que continuam a acontecer.

Mas porque isto?

Em primeiro lugar, se o protesto era porque supostamente a jovem Amina teria sido presa, ou recebido ameaças contra a sua vida, ou enfim sofrido alguma represália resultante do seu ato, PORQUE PROTESTAR EM FRENTE À MESQUITAS? PORQUE USAR FRASES COMO "F* ISLAM" EM CARTAZES? PORQUE ESCREVER "ESTAMOS AQUI POR VOCÊS" E O PIOR DE TUDO COMO VI EM ALGUNS CARTAZES "MULHERES MUÇULMANAS CONTRA O ISLAM"???

Antes de mais nada, a notícia da suposta prisão de Amina e ameaça contra a sua vida, largamente divulgada pela tendenciosa mídia ocidental (para quem aliás quanto mais sangue melhor = $$$), foi desmentida muito antes do nefasto e danoso protesto do grupo Femen, MAS COMO SEMPRE ELAS IGNORARAM ISTO.

Amina não foi presa, não ficou sujeita a uma condenação à pena de morte, simplesmente porque a Tunísia não possui pena de morte, e possui um sistema judiciário CIVIL. Ela de fato recebeu mensagens com ameaças à sua vida? Algum grupo se declarou contrário ao ato dela com declarações misóginas e preconceituosas? AH, SÉRIO??? E QUEM NÃO RECEBE ESTE TIPO DE MANIFESTAÇÃO NO MUNDO??? EU GOSTARIA QUE ALGUÉM ME APONTASSE UMA PESSOA... VAMOS SER MAIS ESPECÍFICOS, UMA MULHER, NO MUNDO TODO, QUE NÃO TENHA RECEBIDO ESTE TIPO DE REAÇÃO CONTRÁRIA AO SE MANIFESTAR PUBLICAMENTE SEJA DA MANEIRA QUE FOR!!

Então independente do país de origem ou cultura, isto é algo com o qual qualquer mulher que se manifesta publicamente até hoje tem de lidar, e isto inclui todas as feministas, as próprias integrantes deste tal grupo Femen, e ATÉ EU MESMA! Ou pensam vocês que nunca recebi manifestações contrárias a mim, pelo fato de eu fazer dawah (divulgação do Islam), manter um blog islâmico que tem um índice muito alto de leituras diárias, e ainda por cima ser uma munaqaba e, ao mesmo tempo, uma guitarrista profissional que, para completar, toca em uma banda de heavy metal?? Eu vivo recebendo mensagens assim, e nem ligo!

Mas isto tudo que eu escrevi acima é só a preparação do terreno para a real desavença entre nós mulheres muçulmanas e o grupo Femen.

Porque a verdade é que nos sentimos ULTRAJADAS, OFENDIDAS, DIMINUIDAS E DISCRIMINADAS, e o sentimento foi tão real que, imediatamente após as manifestações, mulheres muçulmanas do mundo inteiro começaram a publicar textos, fotos, e se manifestarem de uma forma impressionantemente sincronizadas, e as suas queixas e palavras são exatamente as mesmas, apesar da grande maioria nunca ter tido contato uma com a outra e nunca terem se conhecido.

Nós mulheres muçulmanas NÃO FOMOS CONSULTADAS A RESPEITO DISTO, E NÃO FOMOS OUVIDAS!

Nós mulheres muçulmanas NÃO DEMOS À FEMEN O DIREITO DE FALAR POR NÓS!

Nós mulheres muçulmanas NÃO TEMOS NENHUM DESEJO DE SERMOS UNIFORMIZADAS SEGUNDO O PADRÃO QUE FEMEN PENSA TER O DIREITO DE DITAR QUANDO NÃO TEM DIREITO NENHUM!

Mas acima de tudo, mais uma vez o grupo Femen mostra a sua verdadeira FACE PRECONCEITUOSA, ISLAMOFÓBICA, TRUCULENTA E HIPÓCRITA ao nos julgar segundo um estereótipo que resta inconsistente e incongruente com a nossa realidade, ao se achar no direito de agir conforme a mentira de que nós mulheres muçulmanas somos submissas, oprimidas, odiamos a nossa religião, e somos obrigadas a nos cobrir com nossos véus.

Isto é PRECONCEITO E ISLAMOFOBIA PURA, DEMONSTRAÇÃO DE IGNORÂNCIA E TRUCULÊNCIA, UM ATO DE PREPOTÊNCIA, E ACIMA DE TUDO UM DESRESPEITO E PARA UM TUDO ISTO SE RESUME EM - VIOLAÇÃO.

Femen com isto se torna uma entidade tão VIOLADORA como são todos os estupradores e opressores contra mulheres ao redor do mundo, contribui para o reforço de um estereótipo negativo e falso, e logicamente com isto PIORA A VIDA DE TODAS AS MULHERES MUÇULMANAS AO REDOR DO PLANETA.

Porque somos nós que temos de arcar com o ônus deste ato insano absurdo e condenável, ouvindo ofensas contra a nossa religião nas ruas, ouvindo ofensas contra nossas roupas, contra nosso modo de vida, e sendo desrespeitadas.

FEMEN PRESTA UM DESSERVIÇO À NÓS MULHERES MUÇULMANAS.

Mas pelo que eu pude ver, e entender, FEMEN TAMBÉM PRESTA UM DESSERVIÇO A TODAS AS FEMINISTAS DO MUNDO ao sujar a imagem do feminismo verdadeiro, coisa que Femen não é.

E existe um lado ainda mais nefasto desta história toda, porque por alguma razão obscura sobre a qual falarei em outro post onde vamos investigar as obscuras e tortuosas origens e reais motivos deste altamente suspeito grupo, elas têm os holofotes da imprensa mundial e, ao cometer este ato insano (será mesmo? Ou será um jogo de cartas marcadas?) Femen desvia a culpa dos verdadeiros culpados, e garante assim a impunidade para estes, e a perpetuação do sofrimento para as suas vítimas!

Senão vejamos: quando topamos com números que nos informam, por exemplo, que MAIS DE 2.500 mulheres são assassinadas todos os anos por seus companheiros, ou ex-companheiros, no Brasil (sem considerar os números de morte por acidente, doença ou como consequência de assaltos), e A CADA 2 MINUTOS 5 MULHERES são espancadas dentro de suas próprias residências, a culpa por um acaso é da religião cristã? Sim porque o Brasil é um país cuja maioria da população se declara cristão!! Então resolve o problema protestar contra isto na frente de igrejas cristãs? Resolve prender padres ou pastores? Isto garante a punição para os agressores e a defesa de suas vítimas?

NÃO! A resposta é clara... NÃO! Então porque resolveria quando é em relação a nós mulheres muçulmanas?

Se o grupo FEMEN fosse protestar contra pessoas, organizações ou governos que são de fato misóginos e promovem a opressão contra mulheres eu garanto - TERIAM TODO O MEU APOIO.

Mas isto Femen não faz... porque? COVARDIA? Talvez... ou PROPÓSITOS VERDADEIRO OBSCUROS E TORTUOSOS? Muito provavelmente...

A verdade é uma só:

FEMEN É VIOLADORA DE NOSSOS DIREITOS AO TENTAR CALAR A NOSSA VOZ, NÃO NOS OUVIR, E SE ACHAR NO DIREITO DE FALAR POR NÓS! Porque estamos falando gritando e nos manifestando a muito tempo em todos os lugares do mundo e de todos as formas, INCLUSIVE NA INTERNET ONDE EXISTEM MILHÕES DE PÁGINAS, BLOGS, SITES E PERFIS DE MULHERES MUÇULMANAS.

FEMEN E TODOS ERRARAM, ERRAM E VÃO CONTINUAR A ERRAR POR NADA SABEREM DE NÓS, MULHERES MUÇULMANAS!

FEMEN ERRA (OU AGE DE FORMA MALICIOSA) AO OFENDER A NOSSA RELIGIÃO QUE AMAMOS, E AO AFIRMAR QUE SOMOS OBRIGADAS A USAR VÉU QUANDO AMAMOS O NOSSO VÉU!

NÓS MULHERES MUÇULMANAS SOMOS LIVRES!

NÓS MULHERES MUÇULMANAS NÃO ACEITAMOS FEMEN COMO NOSSA VOZ, PORQUE TEMOS VOZ PRÓPRIA E SÓ NÃO OUVE QUEM NÃO QUER!

NÓS MULHERES MUÇULMANAS AMAMOS A NOSSA RELIGIÃO E OS NOSSOS VÉUS!

NÓS MULHERES MUÇULMANAS DIZEMOS NÃO A FEMEN!

Ainda vou voltar muitas vezes ao tema, este post é apenas uma pequena introdução ao assunto...

Salam!





quinta-feira, 7 de junho de 2012

PETIÇÃO PÚBLICA CONTRA O PRECONCEITO RELIGIOSO NO MERCADO DE TRABALHO - POR FAVOR ASSINEM, COMPARTILHEM, DIVULGUEM!! VAMOS FAZER ACONTECER, E NÃO ESPERAR QUE UM DIA ACONTEÇA!


PETIÇÃO PÚBLICA CONTRA O PRECONCEITO RELIGIOSO NO MERCADO DE TRABALHO - POR FAVOR ASSINEM, COMPARTILHEM, DIVULGUEM!! VAMOS FAZER ACONTECER, E NÃO ESPERAR QUE UM DIA ACONTEÇA!

Atenção agora porque o assunto é sério!!

O Brasil alega ser um país laico e tem entre suas leis uma que classifica o PRECONCEITO RELIGIOSO COMO CRIME!

No entanto, não é isto que sentimos, vemos e vivenciamos todos os dias em nossas vidas.

São inúmeros os exemplos de preconceitos praticados todos os dias, todos os instantes, no Brasil.

Temos o preconceito racial, o preconceito contra pessoas portadoras de necessidades especiais, o preconceito contra pessoas carentes, o preconceito expressado de todas as formas, velado, quieto, silencioso, ou explosivo violento e destruidor.

Preconceito é filho direto da ignorância porque a falta de conhecimento traz o preconceito.

Dentre estas abjetas manifestações de preconceito que ocorrem no Brasil, nós mulheres muçulmanas sofremos, E MUITO, preconceito religioso no mercado de trabalho.

Muitas de nós são profissionais altamente qualificadas, com experiência e reconhecimento em sua área, e não conseguem emprego simplesmente porque são muçulmanas!

PRECONCEITO RELIGIOSO É CRIME, e este crime acaba por condenar muitas mulheres, grande parte mães de família e responsáveis pelo sustento da sua casa e dos seus filhos, em grave situação de vulnerabilidade social e econômica.

Pensando nisto, e por ser mulher, muçulmana, e também vítima deste processo de exclusão, eu que já critiquei e critico sim a Avaaz por  parcialidade em muitas campanhas, resolvi combater isto dentro da Avaaz em vez de ficar só reclamando, e criei uma PETIÇÃO PÚBLICA pedindo ao Ministro do Trabalho e ao Ministério do Trabalho apenas uma coisa: QUE A LEI SEJA DE FATO COMPRIDA.

Por favor, DIVULGUEM, ASSINEM, COMPARTILHEM, PRECISAMOS FAZER ACONTECER, EM VEZ DE ESPERAR QUE ACONTEÇA.


Assine a petição pública clicando no link abaixo:

sábado, 5 de maio de 2012

O que você não viu, e nem vai ver no Jornal Nacional...



Aí fica aquela pergunta no ar:

ESTE É O MUNDO QUE ESTAMOS CONSTRUÍNDO?

OU DE FATO ESTAMOS DESTRUÍNDO O MUNDO...


"QUEM IRÁ PAGAR PELO SANGUE DERRAMADO DE MARWA? QUEM IRÁ SUSTENTAR SEU FILHO? POR QUE A MÍDIA NÃO DIVULGA ISSO? POR QUE? POR QUE MARWA NÃO MERECE MÍSEROS SEGUNDOS DO JORNAL NACIONAL?


ONDE ESTÁ A ONU? OS DIREITOS HUMANOS? ONDE ESTÁ A MÍDIA? ONDE ESTÁ A LIBERDADE DE EXPRESSÃO DO OCIDENTE? ONDE ESTÁ A SEGURANÇA DO OCIDENTE? POR QUE ALGUMAS NOTÍCIAS SÃO MAIS IMPORTANTES QUE OUTRAS?"  E eu acrescento, ONDE ESTA A AVAAZ?



"MEUS IRMÃOS E MEUS AMIGOS, POR DEUS, REPASSEM ESSA NOTÍCIA PARA QUE A VERDADEIRA FACE DOS TERRORISTAS ENGRAVATADOS APAREÇA!"



(Pérolas do Alcorão)



sexta-feira, 27 de abril de 2012

Anistia Internacional denuncia discriminação contra muçulmanos na Europa


Esta matéria reproduzida abaixo é importante e merece e deve ser lida, mas fica aqui desde já a minha pergunta intrigante: E no Brasil?


Hoje eu fiquei sabendo de um caso estarrecedor! Irmã no Rio de Janeiro andava tranquilamente na rua quando recebeu uma bofetada no rosto de um homem, que rasgou o seu véu e a ofendeu com palavras, antes de sair correndo e sumir entre as ruas da região. E casos assim têm acontecido por aqui.

Mas ao contrário do que ocorre em outros lugares, aqui no Brasil o nosso problema é muito mais grave, porque não há reação, não há união, não há de fato um sentido de "comum-unidade".

Porque aqui estamos todos nós indefesos, cada um por si só, e todos contra todos, porque aqui o grande inimigo de fato do Islam não está fora, mas dentro, entre nós.

Enquanto afunda-se em fitnah, exclusão, racismo, preconceito, enquanto a corda é puxada de todos os lados até que se arrebente, casos como este que são crimes aumentam, e irmãos e irmãs são expostos a situações de vulnerabilidade, até quando?? Até quando??

Vamos ao artigo, enfim...



O relatório que a Anistia Internacional acaba de publicar sobre a discriminação da qual são objeto os muçulmanos na Europa é uma radiografia límpida de um processo de exclusão que se amplia com a influência crescente dos partidos de extrema-direita populistas que pululam no Velho Continente. A prova mais delirante dessa política é o famoso referendo organizado na Suíça em 2009 (foi aprovado por 57% dos votantes), mediante o qual se aprovou a proibição de construir novas mesquitas no país.

Paris - Chamar-se Ahmed, Muhhamad, Amel ou Fátima é como estar condenado. Discriminação para obter um trabalho ou moradia, desconfiança dos olhares nas lojas, reprovação em todos os níveis. O relatório que a Anistia Internacional acaba de publicar sobre a discriminação da qual são objeto os muçulmanos na Europa é uma radiografia límpida de um processo de exclusão que se amplia com a influência crescente dos partidos de extrema-direita populistas que pululam no Velho Continente. O relatório intitulado “Eleição e preconceito, as discriminações contra os muçulmanos na Europa” é o primeiro deste tipo por sua amplitude continental. 



O trabalho analisa a situação em países como a Espanha, Bélgica, França, Holanda e Suíça e tira uma conclusão imediata por cima das estatísticas discriminatórias: “os partidos políticos alimentam o medo ao Islã na Europa”, diz John Dalhuisen, diretor do programa Europa-Ásia Central na Anistia Internacional. A segunda conclusão radica em que as práticas discriminatórias motivadas pela pertinência cultural religiosa têm vigência “inclusive nos países onde a discriminação fundada sobre a religião ou as convicções é ilegal”. 


Esta exaustiva investigação de terreno demonstra como “os estereótipos ligados às práticas religiosas e culturais muçulmanas acarretaram a aparição de discriminações no mercado de trabalho e nas escolas contra as pessoas que trazem signos ou roupa associados ao Islã”. No concreto, uma mulher muçulmana hiper qualificada, com diplomas prestigiosos e um currículo ideal, não será contratada se usa um véu na cabeça. 

A Anistia cita numerosos casos. Um deles, o de Ahmed, um suíço natural da África do Norte que trabalhou durante 15 anos na mesma empresa. Segundo ele mesmo relata, nunca exibiu sua prática religiosa. Sempre foi discreto e jamais pediu folga em dias das festas muçulmanas. Quando deixou crescer a barba, seus colegas começaram a dizer que se parecia com Bin Laden. Seu destino ficou selado no momento que ingressou à empresa uma mulher que detestava os árabes e os muçulmanos. Apesar de uma folha de serviços excepcional, foi despedido sem motivo. 

Amel viveu uma situação inversa na França: não a despediram, mas não a contrataram porque levava um lenço na cabeça. Em pleno Século XXI, com sociedades impregnadas de multiculturalismo e mega conectadas mediante a informação e as redes, os árabes e os muçulmanos continuam despertando medo e repulsa, como se fossem de outra espécie. O relatório da Anistia dá conta de numerosos casos nos quais as pessoas perderam um trabalho por causa do lenço que cobre a cabeça ou qualquer outro signo “desgosta aos clientes” ou “estraga a imagem da empresa”. 

A incompreensão é imensa, tanto como a rude e suja campanha que a extrema direita europeia vem fazendo contra os muçulmanos, inclusive quando tem a nacionalidade do país no qual residem, porque são a segunda ou terceira geração e nasceram ali. A Anistia também questiona o princípio adotado na França em 2004 – ampliado depois a outros campos - e depois na Espanha, Bélgica, Suíça, Holanda e Turquia, que proíbe o uso de “signos religiosos distintivos” nas escolas públicas e nos lugares públicos. 

Essas “proibições” constituem para a ONG “discriminações contra os alunos muçulmanos, que não podem exercer o direito à liberdade de expressão, à liberdade religiosa ou à liberdade das convicções”. A caça ao muçulmano é global. A Anistia cita muitos exemplos. Um, na Espanha: uma adolescente muçulmana de 16 anos foi impedida de comparecer aos cursos do liceu público Pozuelo de Alarcón, nos arredores de Madri, porque levava o véu. Dois, na Holanda: uma escola católica da cidade de Volendam proibiu o uso do véu. Com essa medida se impediu que um aluno muçulmano seguisse os cursos. 

Neste contexto, a Anistia questiona o argumento francês que justifica essas medidas como meio de que se respeite a laicidade: “segundo o direito relativo aos direitos humanos, a laicidade não é um motivo legítimo para restringir a liberdade de expressão, a liberdade religiosa ou de convicção”. Cabe lembrar que sob o mandato do presidente Nicolas Sarkozy se proibiu igualmente o uso da “burka”, o véu integral. As milionárias das monarquias do Golfo que vinham fazer suas compras em Paris agora o fazem em Londres. A Bélgica também adotou uma medida similar. 

A perseguição se faz extensiva à construção ou implantação de lugares de culto muçulmano. A prova mais delirante dessa política é o famoso referendo organizado na Suíça em 2009 (foi aprovado por 57% dos votantes), mediante o qual se aprovou a proibição de construir novas mesquitas no país. Em toda a Confederação Helvética só existem quatro mesquitas. Nos demais países citados pelo relatório, ainda que não exista uma lei semelhante à suíça inscrita na Constituição, os muçulmanos têm grandes problemas para construir lugares de culto. 

Na conclusão do relatório, a Anistia Internacional formula uma série de recomendações aos poderes públicos. A ONG chama os governos da Europa a “atuar mais para combater os estereótipos negativos contra os muçulmanos, estereótipos que alimentam as discriminações”. Aqui fica exposta a responsabilidade dos dirigentes políticos cujas ideologias, em vez de apaziguar, sopram sobre as brasas. 

A Anistia lembra que “em vez de combater os preconceitos, os partidos e os responsáveis públicos vão seguidamente em direção dos preconceitos com a meta de esperar benefícios eleitorais”. Não precisa desenvolver nenhum extenso argumento para verificar a validade da recomendação. O partido de extrema direita francês Frente Nacional obteve quase 18% dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais do dia 22 de abril. Seu principal recurso é o racismo global e seu inimigo central são os muçulmanos. Os benefícios do ódio, do medo, dos preconceitos e a propaganda política são perfeitamente quantificáveis. 

Tradução: Libório Junior




domingo, 3 de julho de 2011

Revista VEJA, a maior porcaria editorial do Brasil, condenada na justiça

A revista VEJA, a maior porcaria editorial do Brasil, que prima pela falta de caráter expressada em matérias sempre tendenciosas e recheadas de segundas e terceiras intenções, embasadas em fraude e mentira, acaba de ganhar mais uma condenação para a sua ampla coleção de condenações judiciais.

A juíza Cláudia Maria Pereira Ravacci, da 35ª Vara Cível de São Paulo, condenou a revista Veja e a Editora Abril, pela reportagem A Rede do Terror no Brasil, publicada no dia 6 de abril deste ano.

A ação foi movida pela UNI - União Nacional das Entidades Islâmicas, que pediu direito de resposta.

A decisão da Juíza da 35ª Vara Cível foi proferida na quinta-feira, dia 30 de junho de 2011.

Eu imagino que os advogados do vergonhoso folhetim certamente irão recorrer da decisão já que trata-se de uma decisão de primeira instância, mas dada a explicidade do escândalo e falta de caráter do caso, seguramente teremos apenas a confirmação da sentença em instâncias superiores.

Afirma a duvidosa revista em sua mal-fadada e caluniosa matéria, que “De acordo com a Polícia Federal, sete organizações terroristas islâmicos operam no Brasil”, alegação desmentida veemente pelo próprio Ministro da Justiça em audiência reservada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na Câmara dos deputados.

A sentença atende ao pedido da autora da ação e determina que a duvidosa publicação dê à UNI o direito de resposta do mesmo tamanho e formato da matéria em uma de suas publicações.

Esta não é a primeira condenação judicial da revista, fato é que ao longo de sua existência a mesma coleciona escândalos e condenações, mas serve para mostrar claramente que não há em suas páginas qualquer tipo de seriedade e responsabilidade, e não há em suas matérias altamente duvidosas e parciais, qualquer vínculo com a verdade, mas sim vínculos escusos com a deturpação, com a calúnia, com as intenções escondidas e de veiculação proibidas, e com a desinformação, no lugar da informação.

Esta também não é a primeira vez que a duvidosa publicação lança seus tentáculos caluniadores contra o Islam e contra nós muçulmanos.

Mas pode ser esta condenação um aviso claro de que nós não vamos tolerar os seus ataques e de que temos como provar que VEJA NÃO TEM CARÁTER.

VEJA - UMA GRANDE MENTIRA, UMA GRANDE PIADA!

Allahu Akbar!



sábado, 30 de abril de 2011

O Líbano não é logo ali...


Que soem as trombetas porque agora eu vou colocar o dedo na ferida e podem ter certeza, vai doer.

Eu sou muitas vezes polêmica porque eu tenho a minha opinião, e não tenho medo nenhum de expressar a minha opinião, sabem eu sou uma muçulmana! E sou uma muçulmana de verdade! Eu só temo a Allah! Somente a Allah! E nada mais!

Todo mundo que me conhece, sabe que eu sou temente a Allah, uma muçulmana apaixonada pelo Islam, uma leoa para defender a minha religião e o meu povo, que sou uma mulher religiosa, que sigo o Islam à risca e na minha vida por completo, não sou muçulmana só quando rezo, eu sou muçulmana quando respiro! Mesmo dormindo sou muçulmana.

Meu amor pelo Islam é tão grande que eu me entristeço quando vejo coisas que são abomináveis segundo nossa religião.

E tem uma coisa que me entristece muito e que eu demorei muito para me manifestar à respeito, mas agora vou falar e pronto, e sei que muitas pessoas vão me criticar por isto, mas não importa, é o que eu vejo, e o que eu penso e pronto, é a minha opinião!

Eu acho simplesmente ridículo quando uma irmã (sim, irmã!!!) que é Shia (xiita) não cumprimenta a outra porque ela é sunita, e eu acho igualmente ridículo quando uma sunita não cumprimenta a outra porque a outra é Shia (xiita)! Pronto falei.

Aliás eu acho sinceramente desabonador e desalentador todo este conflito e acusações entre sunitas e xiitas, e outros. Porque isto é ótimo para o Shaytan, é ótimo para quem é inimigo do Islam, esta divisão é muito bem vinda para eles, e nos enfraquece!!

Tá, temos opiniões e visões diferentes, temos práticas diferentes, mas alguém vai levantar o dedo em direção a outra pessoa e acusar esta pessoa de não ser muçulmana??? Isto é certo??? É lícito levantar dúvidas sobre a Shahada da outra pessoa? Eu acho que não. Pelo pouco que já aprendi, acho que isto é sim algo abominável, cuidado porque isto se voltará contra você!

Dividir para conquistar - uma estratégia de dominação muito conhecida, e ainda têm pessoas que não se tocam disto até hoje, e ela já é usada a mais de 1000 anos!

Eu não me importo, eu sou uma muçulmana!! E podem não me cumprimentar, mas eu sou uma serva de Allah, e sigo os ensinamentos do Profeta Muhammad (saws). Ele nos orientou a nos cumprimentarmos sempre, no mundo todo, da maneira correta, e é o que eu faço, eu sempre fiz, e eu sempre farei, a vida toda!

Se uma irmã vira o rosto para mim e não me cumprimenta, Allah sabe mais! Só a Ele cabe o julgamento das pessoas, e esta irmã que dê contas de seus atos perante Allah, não tenho nada a ver com isto, e eu vou cumprir aquilo que é lícito e recomendável dentro da nossa religião.

Porque coloquei o título que coloquei neste texto? Porque infelizmente, e que Allah me mantenha longe de generalizações e preconceitos, aqui em São Paulo eu vejo muitas irmãs libanesas fazendo isto... Muitas mesmo!

A estas irmãs eu só posso falar uma coisa: isto depõe contra vocês mesmas, as torna feias, arrogantes e preconceituosas à vista de todos. E eu lamento por isto. Afinal em vez de encontrarem o preconceito, isto faz com que vocês tragam o preconceito, para dentro de nossa comunidade, aqui no Brasil.

Então esta é a minha crítica, eu não sei nada! Sou apenas uma aprendiz, mas eu acho que estes desencontros que existem entre xiitas e sunitas, deveriam ser objeto de reflexões mais profundas.

Salam!

terça-feira, 19 de abril de 2011

França


É de fato uma pena o que um governo desastrado pode fazer com toda uma nação.

Nicolas Sarkozy, sério candidato a entrar para a história da França como o seu PIOR presidente, segundo os próprios franceses, demonstra toda a sua truculência e preconceito que contamina todo o governo ao implantar uma lei preconceituosa calcada por motivos que são menos sérios do que as histórias de contos de fadas para crianças.

É de se lamentar que um país que um dia foi considerado berço de cultura e conhecimento, vanguarda de idéias e liberdade, se torne cada vez mais um lugar retrógrado e confuso, onde os problemas sociais e políticos são disfarçados através de medidas populistas e que geram o circo para disfaçar os miasmas da decadência que vagarosa e sutilmente vão se embrenhando por todo o país.

Que peninha, não vou NUNCA visitar a França!!! Estou tão triste com isto.... =D

E que peninha, não vai ser um presidente medíocre, preconceituoso, inábil, e incompentente e suas medidas circenses que vai barrar o crescimento do Islam que é irreversível, porque por mais que os CACHORROS percam tempo em latir, o Islam é a religião que cada vez mais cresce no mundo todo inclusive no Brasil, onde temos cães e certas cadelas preconceituosos que temem perder o seu filé (será que é o dízimo?) e protestam avilmente e tudo fazem para tentar, coitados, tentar em vão, difamar a religião que mais cresce no mundo.

Tenho pena de certas figuras que vejo por aí, pelo orkut, pela net, com seu esforço descomunal para lutar contra o Islam, luta em vão, embasada em ódio e preconceito, em mentiras e calúnias, enquanto seus olhos derramam seus ódios e perturbações pessoais à vista de quem souber ler. Mais fácil apontar os outros como errados do que ter coragem para iluminar seus próprios cantos escuros não?

Ma sha Allah!!! As pessoas de bem ainda são maioria! E sempre serão, e não vai ser uma medida descabida desta que vai impedir o Islam de crescer, porque Allah sabe mais.

Allah hu Akbar!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Texto de Mauro Santyana, publicado no JB e no Blog Conversa Afiada

O terrorismo de Columbine


por Mauro Santayana


É difícil separar a emoção da razão, quando escrevemos sobre tragédias como a de ontem. A morte de crianças nos toca fundo:  pensamos em nossos próprios filhos, em nossos próprios netos.  Por mais que deles cuidemos, são indefesos em um mundo a cada dia mais inóspito.


Crianças e professores são agredidos pelos próprios colegas nas escolas. Traficantes de drogas e aliciadores esperam às suas portas a fim de perverter os adolescentes.  Em 1955, baseado em livro de Evan Hunter, Richard Brooks dirigiu um filme forte sobre a brutalidade nas escolas norte-americanas, Blackboard Jungle,  exibido no Brasil com o título de Sementes da Violência.


É difícil entender como um rapaz de 24 anos se arma e volta à escola onde estudara, a fim de atirar contra adolescentes. No calor dos fatos, com a irresponsabilidade comum a alguns meios de comunicação, associaram o crime ao bode expiatório de nosso tempo, o “terrorismo muçulmano”. No interesse dessa ilação, chegaram  a anunciar que isso estava explícito na carta que ele deixou. Ela, no entanto,  revela loucura associada não ao islamismo, mas, sim, às seitas pentecostais, de origem norte-americana, com sua visão obscurantista da fé. São seitas que alimentaram atos de loucura como o de Jim Jones, ao levar 900 de seus seguidores, a Peoples Temple, ao suicídio, na Guiana, em 18 de novembro de 1978. É o que hoje fazem pastores da Flórida, ao queimar um exemplar do livro sagrado dos muçulmanos – e provocar a reação irada de fiéis no Iraque e no Afeganistão. Segundo revelou sua irmã, a mãe adotiva de Wellington, cuja morte o transtornou, pertencia à seita das Testemunhas de Jeová, preocupada com a pureza do corpo, que o assassino menciona em sua carta. A referência à volta de Jesus e ao dogma da Ressurreição dos justos, não deixa  dúvida. Ele nada tinha a ver com o Islã, apesar de suas recomendações lembrarem ritos mortuários comuns às religiões monoteistas.


A carta revela um jovem perturbado pela idéia de pureza. Aos 24 anos, o assassino diz que seu corpo “virgem” não pode ser tocado pelos impuros. Ao mesmo tempo, presumindo-se herdeiro da casa que ocupava em Sepetiba, deixa-a, em legado, para instituições que cuidem de animais abandonados. Os cães, que são a maioria dos bichos de rua no Brasil, são, para os muçulmanos, animais amaldiçoados.


É preciso rechaçar, de imediato, qualquer insinuação de fundamentalismo islamita ao ato de insanidade do rapaz. O pior é que homens públicos eminentes endossaram essa insensatez. O terrorismo de Wellington é o dos atos, já rotineiros, de assassinatos em massa nas escolas norte-americanas, a partir do episódio de Columbine em 20 de abril de 1999. Desde que os meios de comunicação e do entretenimento transformaram o homem nesse ser unidimensional, conforme Marcuse, o modelo  de vida, que o cinema, as histórias em quadrinhos, a televisão e, agora, a internet, nos  trazem, é o da pujante, bem armada e soberba civilização norte-americana. Ela nos prometia a realização do sonho da prosperidade, da saúde, da segurança, do conforto e da alegria, da virilidade e da beleza. Mas essa civilização é apenas pesadelo, contrato faustiano com o diabo, sócio emboscado da morte. O diabo começou a cobrar seu preço, ao levar essa civilização à loucura, no Vietnã; nas muitas intervenções armadas em terra alheia; em Oklahoma, em Columbine, em Waco, e nos demais assassinatos coletivos dos últimos anos.


Limpemos as nossas lágrimas, e reflitamos se vale a pena insistir nessa forma de vida. Se vale a pena continuar sepultando crianças, e com elas, os sentimentos de solidariedade, de humanismo, de civilidade e de justiça. As crianças que morreram ontem, ao proteger as mais fracas com seus corpos,  nos disseram  o que temos a fazer, para que a vida volte a ter sentido.


domingo, 10 de abril de 2011

Revista Veja semeia ódio contra o islamismo no Brasil



A revista "Veja" tem se pautado por uma trajetória sombria, fazendo de suas páginas sementes do sectarismo religioso, que tenta plantar entre os brasileiros.   Abandona o pódio de grandes veículos de comunicação assumindo postura panfletária de um mercador que vai á rua oferecer o medo e o terror como produto de ocasião.    Com redações e textos "estéticos" maquiando a verdade com meias verdades e roteiros de filme americano a "Veja" tenta subir o gráfico de suas vendas enquanto desce a ladeira do descrédito carregando a imparcialidade jornalistica.   A apelação sensacionalista não mede conseqüências ao mergulhar seus leitores  em medos imaginários a partir de fatos corriqueiros reais ou irreais adotando em suas matérias personagens que não são  folclóricos somente na capa de suas edições.

Uma delas foi a matéria publicada na edição nº 1870 com o título "Os Madraçais (sic) do MST"  que entre outras pérolas do jornalismo da desinformação  afirmava: "Assim como os internos muçulmanos,as escolas dos sem-terra ensinam o ódio e instigam a revolução contra os infiéis .  No caso os infiéis somos todos nós".   A frase revela a o esforço de separar o mundo em dois grupos : "nós e os muçulmanos inimigos". Com deplorável desonestidade intelectual "Veja" distorce a verdadeira natureza do islã e revela  desconhecimento do significado de palavra de origem árabe "madrassi", que traduzida para o português significa "escola". 

A matéria mirava no MST mas atirava no islamismo, dando como fato consumado ,como verdade absoluta a suposta  belicosidade da religião islâmica que estaria contida na grade escolar.  De forma subliminar,  "Veja" incentiva a desconfiança e o ódio contra o islamismo,  apresentando-o como ameaça aos não islâmicos no Brasil, país eminentemente católico.   Os editores da revista abraçam o ridículo afirmando que "O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra criou sua versão das madraçais - internatos religiosos muçulmanos em que crianças aprendem a recitar o Corão e dar a vida em nome do Islã."  De forma leviana e irresponsável "Veja" dissemina para seus leitores a ideia que escolas em países de maioria islâmica induzem suas crianças á prática de suicídio em nome de teses e conceitos religiosos, associando esta prática ao conteúdo do livro sagrado dos muçulmanos.  

Em suas edições para satanizar a segunda maior religião do mundo, a Editora Abril tem ignorado a própria história da humanidade  que revela um islã marcado pela  tolerância e pelo respeito á diversidade cultural das nações sob domínio islâmico como na Penisula Ibérica,  quando registrou um período de florescência,na arquitetura, arte,musica,comércio e na livre prática de todas as religiões. Andaluzia e Córdoba foram berço da diversidade cultural da humanidade no período das trevas da idade média. O islamismo contemporâneo continua mostrando a grandeza da criação divina, o ser humano ,com as  fantásticas realizações de Abu Dhabi e Dubai nos Emirados Árabes onde 80% dos moradores são estrangeiros vindos dos quatro cantos do planeta. O Islã é a religião que mais cresce no planeta, talvez porque um dos preceitos alcorãnicos mais importantes seja  justamente a tolerância e o respeito á cultura de outras nações. 

Estudei até os sete anos de idade na Síria. Filho de pai islâmico "sunni" e mãe brasileira católica minha "madrassi" era um colégio católico tradicional na cidade portuária de Tartous dirigida por freiras fransicanas.  Lá existem madrassi's públicas e particulares podem ser alauitas,católicas ,muçulmanas,judias ou baptistas.  Existe "madrassi" de música","madrassi" de arte, "madrassi" de dança ,"madrassi" de teatro, etc... 
Madrassi ou escola é palavra universal, que lembra educação, usada por todas as nações, cada uma em sua respectiva língua.  Madrassi só é sinonimo de ódio religioso no dicionário da revista "Veja".

Visitei "madrassi's"  nos acampamentos de refugiados palestinos "mie ou mie" (100%)  e  "ayun halue" (olhos bonitos) na cidade da Saida no sul do Líbano.  Nas madrassi's palestinas estudavam crianças católicas,muçulmanas e agnósticas.  Inteligência de um povo sofrido que não embarcou no sectarismo religioso para evitar  a desintegração de sua identidade e sua cultura,maior elo de sua unidade nacional , já que o território lhes foi tomado.

Bem que a "Veja" podia aprender com o sofrimento alheio.
Na primeira semana de abril nova edição da revista "Veja" estampando sua quixotesca "cruzada tupiniquim" que tenta importar e semear o sectarismo religioso no Brasil.   Com texto tão pobre quanto suas intenções a revista usa o velho e surrado clichê de apresentar  "personagens maquiados " para encaixar no sensacional título da reportagem, acrescentando  "recheio" bombástico a fato trivial , que o genial Nelson Rodriguez chamaria de "o óbvio ululante".

Na última edição com titulo "A Rede do Terror no Brasil" a revista relata a existência de uma "célula terrorista" em nosso país, e para dar credibilidade ás suas afirmações, se agarra em   relatórios de investigação do FBI e da CIA, mesmos órgãos que investigaram e localizaram armas de "destruição em massa" usados como argumento para  justificar a invasão do Iraque. 

Oito anos depois, 4.000 soldados mortos americanos e mais de um milhão de iraquianos mortos, ninguém achou as "armas de destruição em massa".   Os EUA estão procurando até hoje... só acharam petróleo!
A primorosa matéria da "Veja" postada no alto começa com: "Khelled Hussein nasceu em 1970,no leste do Líbano. Seguidor da corrente sunita do islamismo,prestou serviço militar. Depois,sumiu. No inicio dos anos 90, reapareceu em São Paulo."  Quanto mistério!

Khaled   nasceu na década de 70 ,"sumiu "depois de prestar serviço militar" e  "reapareceu nos anos 90"?  Hora, o serviço militar no Líbano é prestado até os 20 anos de idade,   Khalled,que segundo a revista nasceu em 1970 em 1990  tinha 20 anos de idade! Ele reapareceu no inicio dos anos 90. Aí fica uma pergunta: afinal quando foi que ele sumiu? 

Todos os árabes que conheci no Líbano tem paixão pelo Brasil.  Khalled não é diferente.
Lá no leste do Líbano ele "sumiu" ?  A revista Veja esteve no leste do Líbano e descobriu que ele tinha sumido?

Estive no leste do Líbano na cidade de Baalbek no vale de Beeka ,de maioria xiita.    Estive nas montanhas Chouf território dos Drusos, em Tripoli no norte e nas encantadoras localidades de June e Biblos reduto predominantemente católico.   Também circulei nas partes oriental e ocidental de Beirute em 1982,83,84 e 87 compartilhando dos sonhos de paz do povo libanês e das generosas refeições feitas  em bandejas de cizal onde traziam a saborosa  comida árabe. As conversas que assumiam ares filosóficos giraram em torno da origem do vento,da vida e da derrota da seleção brasileira para Itália com 03 gols de Paulo Rossi, sem falar nos  efeitos medicinais de azeitona ou da beleza das montanhas e desembocavam em piadas e grandes gargalhadas. É um povo que ri,chora,dança,canta, ama e é amado como todos as  nações da terra. A marca daquele povo é a  hospitalidade. Ser brasileiro nos países árabes garante a qualquer um  tratamento  vip dado ás celebridades.  

Mas ,aqui,em terras tupiniquins , quem transforma anonimos da multidão em celebridade é a revista da Editora Abril.  Foi o que fez com Khelled Ali ,que posou sorridente para o fotografoda "Veja" diante da perspectiva de fazer propaganda gratuita de sua lan house, como bom árabe que é. De graça,Khaled, pega até onibus errado. Segundo a revista , "Ali reapareceu em São Paulo na década de 90 casou-se teve uma filha. Graças a ela ,obteve, em 1998,o direito de viver no Brasil. Mora em Itaquera,na zona leste paulistana,sustenta sua família com os lucros de uma lan house".   Esta história pode se enquadrar perfeitamente na vida dos próprios donos da Editora Abril judeus que conheceram os horrores da intolerância que hoje tentam disseminar.  Milhões de imigrantes de origem árabe abriram um negócio no Brasil, casaram e tiveram filhos com  brasileiras e fincaram suas raízes neste país.  Milhões de brasileiros poderão  olhar para o vizinho ao lado e encontrar alguém com o perfil do personagem que "Veja" tenta  rotular como "terrorista".

Provérbio ou piada árabe?


A matéria envereda pelos caminhos do imponderável e do humoristico quando afirma: "Ali leva uma vida dupla. É um dos chefes do braço propagandístico da Al Qaeda, a organização terrorista comandada pelo saudita Osama Bin Laden".   Ele é dono de uma lan house e certamente deve  trabalhar com computador,como faria um açogueiro que trabalha com carne, o padeiro com pão ou um nomade com seus camelos. A CIA, FBI, Tesouro americano e o  "Inspetor Closeau" que além de trabalhar com a pantera cor de rosa presta serviços para a revista chegaram a "óbvia" conclusão publicada pela Veja.

O problema é que o raciocínio lógico não fecha a conta! Bin Laden que tem 10 vezes mais dinheiro que a Editora Abril , poderia ter contratado um publicitário ou um jornalista que goza de intimidade com a lingua portuguesa para fazer propaganda da Al Qaida. Mas este tal de Osama (Mister) Bin Laden deve ser um amador ou mal assesorado, foi contratar logo um libanês de sotaque carregado que mal pronuncia algumas palavras em portugues para fazer propaganda no Brasil! Pior, o cara virou capa da revista Veja, que estampa seu rosto com um largo sorriso de quem vai ficar conhecido no Brasil inteiro. Imaginem o Khaled Ali falando: " Brimo fala pro titia bassa la no minha casa bra come um beru na natal".   Ou ainda falando em código ao fazer uma fézinha no jogo do bicho: "Nós vai joga na bicho que começa com o letra "b". Todo mundo da organização joga na borboleta. Só ele joga na "Beru".    

Agora estou preocupado.  Sentado diante do teclado, nome, descendência árabe e islâmica, dono de computador expressando indignação com a irresponsabilidade de quem  semeia o ódio religioso em território brasileiro, eu seria enquadrado no grupo de "suspeitos" de "envolvimento com terrorismo", segundo os critérios da Veja.

A seriedade que a revista "veja" tentou dar a esta última publicação, certamente foi levada em conta pelo Ministério Público Federal.  Talvez por isso o MPF tenha mandado soltar o "brimo" Khalled Ali e mandado arquivar o processo.

Para frustração de "Veja" revista conhecida em Minas Gerais como "Óia"  

Mas o que entrará para o anedotário jornalístico é sem dúvida a pérola publicada pela Veja que acusa um árabe muçulmano de "disseminar ódio contra judeus e negros"! 


Negros? Como assim? Que vergonha para a Editora Abril e para a revista "Veja". Usar a bandeira da tolerância para incitar a intolerância religiosa no Brasil. 

Depois reclama das campanhas dos movimentos sociais que a acusam de mentirosa e manipuladora   
Mais de 80% dos islâmicos no mundo são negros. Sudão, Argélia, Tunisia, Somália são alguns das dezenas de países de população árabe-negra muçulmana do mundo. É como alguém dar tiro no próprio pé. O personagem na capa da revista "Veja", Khalled, não me parece um branquinho de olho azul...
Esta revista não se corrige.

Veja foi protagonista da maior farsa jornalística da história do Estado da Bahia quando transformou um traficante de drogas conhecido como Luís Henrique Franco Timóteo em celebridade publicando fantasiosa versão de que um "ataque de bioterrorismo" teria disseminado a praga da vassoura da bruxa nas plantações  de cacau no sul da Bahia na década de 90.  Segundo a matéria da "Veja" Luis Henrique Franco Timóteo que seria militante de esquerda teria se reunido com um grupo do PT para "destruir as elites econômicas do cacau que davam sustentação aos seus adversários políticos"

Luis Henrique: traficante virou celebridade da Veja

Na inverossímil versão, Luís Henrique com outros personagens, um atualmente Deputado Federal pelo PT da Bahia, teriam viajado até Rondônia para buscar os fungos de vassoura de bruxa e uma vez retornando à Bahia teriam espalhado o fungo nas plantações de cacau.   A fantasiosa versão foi desmentida por biólogos e especialistas que provaram a impossibilidade técnica de contaminação das plantações de cacau através deste processo.
Mais tarde descobriu-se que tudo não passava de uma farsa, com objetivos político eleitorais, que renderam uma "graninha" para o traficante de drogas. Luis Henrique junto com a homicida Sandra Cássia Souza de Oliveira Santos, mãe do ex-goleiro Bruno do Flamengo, fraudaram escritura de um terreno na localidade de Santo André em Santa Cruz Cabrália -Bahia para tentar surrupiar o terreno deste que vos escreve.

Ao ler a revista "Veja" conhecida como "Òia" em Minas Gerais... veja bem...!!

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E é de autoria do blog ABDUL HAIKAL ONLINE: http://www.abdul-haikal.blogspot.com/ 

VEJA - REVISTA DE BANDIDO!!!
O PIOR LIXO EDITORIAL DO MUNDO, A TRADUÇÃO IMPRESSA DA FALTA DE CARÁTER