quarta-feira, 23 de maio de 2012

Rasgando o Verbo Mais Uma Vez...




Sim sim este post e o anterior estão sendo muito pessoais mas, além de serem úteis, acho que podem conter algumas lições interessantes, embora eu nada saiba e não seja uma professora, mas apenas uma mulher que é sempre uma aprendiz e que gosta de dividir o que vai aprendendo na vida...

E além disso, me desculpem mas eu sou assim, eu só sei ser eu, e é como eu consigo existir: sendo eu mesma e nada mais.

Então, lá vai, uma reprodução de uma nota que eu publiquei em meu perfil no Facebook:






Assalam Waleikum wa Rahmatullah wa Barakatuh,

Que a paz, as bençãos e a misericórdia de Allah, Subhana wa Taala, estejam com todos os meus amigos e com todos os meus irmãos e irmãs no Islam.

Vamos escrever porque escrevendo eu me comunico com o mundo da melhor forma que sei fazer, que é criar, escrever, e tentar em vão descrever o que estou sentindo porque ainda não inventaram palavras suficientes para nomear todos os sentimentos que habitam um coração...

Hoje eu venho aqui sentindo uma necessidade grande dentro de mim de escrever sobre algo que eu preciso falar para todos mas em especial para as minhas queridas irmãs e meus irmãos no Islam.

Eu sou apenas uma menina, uma pequena bebê sobretudo no Islam porque apesar de estar já fazendo dois anos de Shahada, SÃO APENAS DOIS ANOS, e eu nada sei ainda, estou apenas aprendendo, sou sempre uma aprendiz.

Somos todos nós eternos aprendizes e estamos sempre aprendendo. Todos nós, sem exceção, mesmo aqueles que se auto-denominam sábios são aprendizes, mesmo que se fechem para o conhecimento estão sempre aprendendo, e bem sabemos que Allah nos diz que é dever de todo muçulmano e de toda muçulmana, buscar o conhecimento do berço ao túmulo, e esta frase diz que não só somos sempre estudantes e aprendizes como também que vamos ter lições para aprender do começo ao fim da vida.

Mas eu aprendi algumas coisinhas já, e sempre que posso eu fico muito felizinha em dividir o pouco que alhamdulillah eu já aprendi.

Hoje em especial eu vou falar de algumas destas coisas que aprendi e, em paralelo e misturado com tudo isto como sempre, vou falar de mim, e do que estou sentindo.

Sabem eu costumo falar que eu sou uma verdadeira saladinha, porque eu sou brasileira, neta de alemães e muçulmana, além de outros aspectos múltiplos que compõem a mulher que eu sou.

Mas além destes aspectos eu sou também "italiana" no modo de agir em algumas situações. E uma delas acaba de se fazer presente frente aos últimos acontecimentos ocorridos não só na "comunidade" islâmica mas em especial comigo.

E como é este "ser italiana no modo de agir"?

Simples, quando estou com raiva, magoada, triste, decepcionada, eu explodo!!! Então eu gesticulo e fico brava e dou bronca e em geral como tenho raciocínio muito rápido e sou "escrevinhadeira" de textos e letras, eu produzo frases e raciocínios contundentes e faço todo o meu show de extravasar a tensão que estou sentindo.

Isto na verdade traz uma vantagem para mim porque na psicologia percebemos que quem exterioriza tensão tem mais facilidade de transcedência, superação, e de alcançar em seguida um estado de relaxamento e alívio desta mesma tensão.

Isto faz com que eu sempre a minha vida toda tenha a vantagem de não guardar raiva, sabem? Sempre foi assim, mesmo em relação aos agressores que me atacaram quando eu tinha 11 anos de idade, eu fui sim massacrada e destruída pelo que eles fizeram e depois procurei a minha auto-destruição e levei muitos anos, décadas, para conseguir me reinventar, e curar as minhas feridas, mas hoje eu me encontro em tal estado de superação e paz dentro de mim, e agradeço muito a Allah por isto porque se isto aconteceu foi por determinação Dele, que sinceramente não sinto mais nada, o tempo passou e sim isto me modificou para sempre e deixou em mim marcas que nunca mais se apagarão, mas eu sobrevivi, e venci, e me reinventei, e superei. O resto, é com Allah.

Desde que eu comecei a estudar sobre o Islam, a ler o Alcorão, e desde a minha reversão, eu aprendi algumas lições preciosas que me acompanham até hoje.

Uma delas é que um muçulmano NUNCA pode acusar outro muçulmano de não ser muçulmano, porque a Shahada é SAGRADA, é da pessoa diretamente com Allah, e só Allah pode julgar a validade ou não desta Shahada.

Sim sim temos irmãos e irmãs que infelizmente não praticam o que dizem acreditar, alguns se desviam do caminho, outros infelizmente infestam a nossa comunidade de fitnah e hipocrisia, e bem sabemos o tamanho do estrago que isto tem causado não só na comunidade como também na vida de muitas pessoas, MAS MESMO ASSIM SÃO ESTAS PESSOAS MUÇULMANAS SIM, e não podemos falar que não são, a não ser nos casos em que a pessoa abandona mesmo a Religião de Deus ou não faz as orações ou quebra um dos 5 pilares do Islam.

Outra lição importante: Não julgar, porque o julgamento cabe a Allah.

E

Não expor o seu irmão publicamente, se você tem algo a dizer para o seu irmão ou para a sua irmã, diga em particular, não exponha o seu irmão e a sua irmã à vergonha e à admoestação pública.

Eu pratico isto, sabem? Mesmo quando não praticam comigo, eu pratico isto porque eu sou de verdade uma muçulmana!
Então, assim, sendo sincera porém polida porque foi esta a educação que eu recebi dos meus pais, e sendo direta também: eu fiquei muito magoada e muito triste e senti raiva e senti decepção e ainda estou tentando vencer a mim mesma em relação a estes sentimentos que eu senti da minha irmã. E eu não vou citar nomes porque não preciso!!

E eu senti!! E ainda sinto buracos em meu peito, e está sendo difícil lidar com muitas coisas, sabem? Ainda me pego sentindo raiva misturada com todos os tipos de sentimentos de frustração e tristeza, ainda me pego chorando, ainda me pego rangendo sim os dentes e minha jihad tem sido no momento vencer a mim mesma, e pedir a Allah que tire estes sentimentos ruins do meu coração.

Mas porque toda esta intensidade?! Porque isto foi tão brutal e porque gerou tudo isto de uma forma tão forte e profunda?


SIMPLES: PORQUE EU A AMO!!


Entendem o que eu quero dizer??

EU AMO PROFUNDAMENTE ESTA MINHA IRMÃ!! E ELA ME FAZ FALTA!! E SE SINTO RAIVA ÓDIO RANCOR TRISTEZA DECEPÇÃO E FRUSTRAÇÃO DE UMA FORMA TÃO PROFUNDA QUE ME FAZ ESCREVER AQUI EM MAIÚSCULA, É PORQUE A FALTA DELA É SIMPLESMENTE MORTAL E LASCINANTE PARA MIM, E SOBRETUDO PORQUE ELA IMPORTA E MUITO!! NA MINHA VIDA, NO MEU CAMINHO, NA MINHA HISTÓRIA.

Eu estou magoada, e eu estou dizendo isto! E fui eu quem foi atingida, e fui eu que fui diretamente envolvida neste episódio.

Então se eu estou falando isto, por favor, peço a todos, não me julguem, mas também não julguem ela!!

Porque Allah é testemunha de nossos corações, e ninguém mais. Só Allah sabe o que eu estou passando, e o que ela está passando também, eu tenho certeza disto.

E eu não sei dela, e ela não sabe de mim, porque em um momento em que a gasolina pega fogo não adianta jogar água porque não é assim que o fogo apaga, não adianta!! Enquanto houver combustível, há incêndio...

Allah também é testemunha de minhas orações, e em minhas orações eu desejo que possamos sim superar este rompimento, porque caminhamos lado a lado durante muitos dias das nossas vidas e porque eu sei que esta amizade que para mim era tão preciosa e guardada com carinho em um diamante raro e cristalino em meu coração foi sim uma dádiva.

Mas tenho de aceitar o que Allah determina para mim, para nós, para ela também.

Se for da vontade de Allah para quem nada é impossível, talvez um dia possamos estar fortalecidas em nossa amizade, ou então talvez tenhamos de nos conformar em nunca mais passear juntas sob o sol que Allah nos concede todos os dias, mas por favor, eu peço,

NÃO JULGUEM ELA, E NÃO JULGUEM A MIM, POR FAVOR, PORQUE JÁ TEMOS SOFRIMENTO DEMAIS NESTE MOMENTO...

Que Allah nos conceda a compreensão e a humildade suficiente para de fato estarmos todos nós preparados para adquirir novos conhecimentos e com isto crescermos todos sob as bençãos dele.

Salam! 

sábado, 19 de maio de 2012

Grandes Expectativas (Eu gostaria que você estivesse aqui...)



Quero te dizer que eu te amo demais, e que eu não sabia como falar isto ou onde falar então resolvi escrever aqui neste meu canto tão especial e forte, muitas vezes dedicado muitas vezes reservado e ao mesmo tempo público permeado de palavras cujos significados são na verdade ocultos para quem não sabe ler, para quem não sabe sentir...

Preciso te dizer que te amo de verdade, e eu não sabia o que fazer com a bola dura que estava entalada em minha garganta me sufocando e me fazendo ficar gelada porque eu não conseguia falar, mas talvez eu ainda estivesse com muita raiva, não sei se agora sinto raiva, não sei definir em palavras o que sinto agora e acho uma grande covardia o ato de tentarmos traduzir em palavras o que sentimos, porque não inventaram as palavras certas para descrevermos de fato os sentimentos...

Mas quando eu paro para pensar eu sei que sinto algumas coisas como tristeza, e também decepção, e sinto também a sua falta, eu insisto em pensar que um dia tudo vai se resolver e devo confiar de fato em Allah mas ao mesmo tempo eu sinto em mim uma angústia que eu já conheço, que já aprendi a decodificar. E esta angústia em particular me diz que algo de fato morreu naquela curva estranha lá atrás na estrada, algo de fato morreu, eu só não sei o que foi, ainda não sei...

Talvez agora que tudo passou eu consiga retomar o meu olhar de compreensão, mas isto não quer dizer aceitação, porque compreender é diferente de aceitar, compreender é entender a razão por trás da ação, mesmo que eu discorde da ação.

O fato é que você errou comigo. Errou muito comigo, de tudo o que você poderia ter feito, você conseguiu fazer simplesmente o pior!

E em vez de ajudar a resolver um problema, a única coisa que você conseguiu foi piorar e muito o problema já existente, e criar com isto muito mais problemas, foi a única coisa que aconteceu.

Sabe eu estive movendo rochas por você. E todas as vezes que as lanças tentavam te atingir eu me colocava ao seu lado, disposta a quebrar as lanças que voavam certeiras e afiadas na sua direção, disposta a me ferir com você se você também se ferisse.

Sabe eu não vesti uma máscara, e mostrei para você apenas o meu sorriso, a minha face boa, o lado iluminado da minha lua, eu me mostrei inteira!!! E fui muito verdadeira, e sempre procurei dar a você a fidelidade e amizade que eu achei que você merecia de mim, porque eu confiava em você.

Você pensa que eu não te conheço? Pensa que sei de você apenas as qualidades?? De jeito nenhum! Porque assim como eu me mostrei inteira, ao mesmo tempo eu também soube ver você de modo integral, apenas nunca falei, porque não preciso, porque isto não importa!

Porque amar de verdade, em todos os modos de expressão de amor, seja ele um irmão, um homem, um amigo, não importa qual é a forma de amar!!

Amar sim é transcender!!

Amar sim é aceitar!!!

Amar é sim falar quando preciso, e se calar quando a voz não é necessária. Eu sei sim de seus lados e seus aspectos, apenas nunca precisei falar, apenas isto. Porque nada disto era importante para mim. Você era importante para mim, acima de tudo você e o que tínhamos entre nós.
Quando há de fato o amor, há então a compreensão, que mais uma vez eu afirmo, não quer dizer aceitação.

Compreender e amar é de fato dizer “estou do seu lado” na hora do perigo. É sorrir e chorar, e eu contava com você para isto, só com você, mas quando as lanças apontaram para mim, você me deixou sozinha, e se afastou de mim...

E agora tudo está destruído, e pode ser que um dia eu olhe para trás e veja esta época da minha vida apenas como um segundo congelado suspenso no tempo em uma gota de chuva de uma manhã que já passou...

Pode ser que seja isto o que Allah de fato determinou...

O tempo certo, de começo e fim...

Mas mesmo assim, e mesmo sentindo ainda as feridas causadas pelas lanças que me atingiram quando você virou as costas para mim, mesmo assim eu te digo, que eu gostaria que você estivesse aqui...


sábado, 5 de maio de 2012

O que você não viu, e nem vai ver no Jornal Nacional...



Aí fica aquela pergunta no ar:

ESTE É O MUNDO QUE ESTAMOS CONSTRUÍNDO?

OU DE FATO ESTAMOS DESTRUÍNDO O MUNDO...


"QUEM IRÁ PAGAR PELO SANGUE DERRAMADO DE MARWA? QUEM IRÁ SUSTENTAR SEU FILHO? POR QUE A MÍDIA NÃO DIVULGA ISSO? POR QUE? POR QUE MARWA NÃO MERECE MÍSEROS SEGUNDOS DO JORNAL NACIONAL?


ONDE ESTÁ A ONU? OS DIREITOS HUMANOS? ONDE ESTÁ A MÍDIA? ONDE ESTÁ A LIBERDADE DE EXPRESSÃO DO OCIDENTE? ONDE ESTÁ A SEGURANÇA DO OCIDENTE? POR QUE ALGUMAS NOTÍCIAS SÃO MAIS IMPORTANTES QUE OUTRAS?"  E eu acrescento, ONDE ESTA A AVAAZ?



"MEUS IRMÃOS E MEUS AMIGOS, POR DEUS, REPASSEM ESSA NOTÍCIA PARA QUE A VERDADEIRA FACE DOS TERRORISTAS ENGRAVATADOS APAREÇA!"



(Pérolas do Alcorão)



sexta-feira, 27 de abril de 2012

Anistia Internacional denuncia discriminação contra muçulmanos na Europa


Esta matéria reproduzida abaixo é importante e merece e deve ser lida, mas fica aqui desde já a minha pergunta intrigante: E no Brasil?


Hoje eu fiquei sabendo de um caso estarrecedor! Irmã no Rio de Janeiro andava tranquilamente na rua quando recebeu uma bofetada no rosto de um homem, que rasgou o seu véu e a ofendeu com palavras, antes de sair correndo e sumir entre as ruas da região. E casos assim têm acontecido por aqui.

Mas ao contrário do que ocorre em outros lugares, aqui no Brasil o nosso problema é muito mais grave, porque não há reação, não há união, não há de fato um sentido de "comum-unidade".

Porque aqui estamos todos nós indefesos, cada um por si só, e todos contra todos, porque aqui o grande inimigo de fato do Islam não está fora, mas dentro, entre nós.

Enquanto afunda-se em fitnah, exclusão, racismo, preconceito, enquanto a corda é puxada de todos os lados até que se arrebente, casos como este que são crimes aumentam, e irmãos e irmãs são expostos a situações de vulnerabilidade, até quando?? Até quando??

Vamos ao artigo, enfim...



O relatório que a Anistia Internacional acaba de publicar sobre a discriminação da qual são objeto os muçulmanos na Europa é uma radiografia límpida de um processo de exclusão que se amplia com a influência crescente dos partidos de extrema-direita populistas que pululam no Velho Continente. A prova mais delirante dessa política é o famoso referendo organizado na Suíça em 2009 (foi aprovado por 57% dos votantes), mediante o qual se aprovou a proibição de construir novas mesquitas no país.

Paris - Chamar-se Ahmed, Muhhamad, Amel ou Fátima é como estar condenado. Discriminação para obter um trabalho ou moradia, desconfiança dos olhares nas lojas, reprovação em todos os níveis. O relatório que a Anistia Internacional acaba de publicar sobre a discriminação da qual são objeto os muçulmanos na Europa é uma radiografia límpida de um processo de exclusão que se amplia com a influência crescente dos partidos de extrema-direita populistas que pululam no Velho Continente. O relatório intitulado “Eleição e preconceito, as discriminações contra os muçulmanos na Europa” é o primeiro deste tipo por sua amplitude continental. 



O trabalho analisa a situação em países como a Espanha, Bélgica, França, Holanda e Suíça e tira uma conclusão imediata por cima das estatísticas discriminatórias: “os partidos políticos alimentam o medo ao Islã na Europa”, diz John Dalhuisen, diretor do programa Europa-Ásia Central na Anistia Internacional. A segunda conclusão radica em que as práticas discriminatórias motivadas pela pertinência cultural religiosa têm vigência “inclusive nos países onde a discriminação fundada sobre a religião ou as convicções é ilegal”. 


Esta exaustiva investigação de terreno demonstra como “os estereótipos ligados às práticas religiosas e culturais muçulmanas acarretaram a aparição de discriminações no mercado de trabalho e nas escolas contra as pessoas que trazem signos ou roupa associados ao Islã”. No concreto, uma mulher muçulmana hiper qualificada, com diplomas prestigiosos e um currículo ideal, não será contratada se usa um véu na cabeça. 

A Anistia cita numerosos casos. Um deles, o de Ahmed, um suíço natural da África do Norte que trabalhou durante 15 anos na mesma empresa. Segundo ele mesmo relata, nunca exibiu sua prática religiosa. Sempre foi discreto e jamais pediu folga em dias das festas muçulmanas. Quando deixou crescer a barba, seus colegas começaram a dizer que se parecia com Bin Laden. Seu destino ficou selado no momento que ingressou à empresa uma mulher que detestava os árabes e os muçulmanos. Apesar de uma folha de serviços excepcional, foi despedido sem motivo. 

Amel viveu uma situação inversa na França: não a despediram, mas não a contrataram porque levava um lenço na cabeça. Em pleno Século XXI, com sociedades impregnadas de multiculturalismo e mega conectadas mediante a informação e as redes, os árabes e os muçulmanos continuam despertando medo e repulsa, como se fossem de outra espécie. O relatório da Anistia dá conta de numerosos casos nos quais as pessoas perderam um trabalho por causa do lenço que cobre a cabeça ou qualquer outro signo “desgosta aos clientes” ou “estraga a imagem da empresa”. 

A incompreensão é imensa, tanto como a rude e suja campanha que a extrema direita europeia vem fazendo contra os muçulmanos, inclusive quando tem a nacionalidade do país no qual residem, porque são a segunda ou terceira geração e nasceram ali. A Anistia também questiona o princípio adotado na França em 2004 – ampliado depois a outros campos - e depois na Espanha, Bélgica, Suíça, Holanda e Turquia, que proíbe o uso de “signos religiosos distintivos” nas escolas públicas e nos lugares públicos. 

Essas “proibições” constituem para a ONG “discriminações contra os alunos muçulmanos, que não podem exercer o direito à liberdade de expressão, à liberdade religiosa ou à liberdade das convicções”. A caça ao muçulmano é global. A Anistia cita muitos exemplos. Um, na Espanha: uma adolescente muçulmana de 16 anos foi impedida de comparecer aos cursos do liceu público Pozuelo de Alarcón, nos arredores de Madri, porque levava o véu. Dois, na Holanda: uma escola católica da cidade de Volendam proibiu o uso do véu. Com essa medida se impediu que um aluno muçulmano seguisse os cursos. 

Neste contexto, a Anistia questiona o argumento francês que justifica essas medidas como meio de que se respeite a laicidade: “segundo o direito relativo aos direitos humanos, a laicidade não é um motivo legítimo para restringir a liberdade de expressão, a liberdade religiosa ou de convicção”. Cabe lembrar que sob o mandato do presidente Nicolas Sarkozy se proibiu igualmente o uso da “burka”, o véu integral. As milionárias das monarquias do Golfo que vinham fazer suas compras em Paris agora o fazem em Londres. A Bélgica também adotou uma medida similar. 

A perseguição se faz extensiva à construção ou implantação de lugares de culto muçulmano. A prova mais delirante dessa política é o famoso referendo organizado na Suíça em 2009 (foi aprovado por 57% dos votantes), mediante o qual se aprovou a proibição de construir novas mesquitas no país. Em toda a Confederação Helvética só existem quatro mesquitas. Nos demais países citados pelo relatório, ainda que não exista uma lei semelhante à suíça inscrita na Constituição, os muçulmanos têm grandes problemas para construir lugares de culto. 

Na conclusão do relatório, a Anistia Internacional formula uma série de recomendações aos poderes públicos. A ONG chama os governos da Europa a “atuar mais para combater os estereótipos negativos contra os muçulmanos, estereótipos que alimentam as discriminações”. Aqui fica exposta a responsabilidade dos dirigentes políticos cujas ideologias, em vez de apaziguar, sopram sobre as brasas. 

A Anistia lembra que “em vez de combater os preconceitos, os partidos e os responsáveis públicos vão seguidamente em direção dos preconceitos com a meta de esperar benefícios eleitorais”. Não precisa desenvolver nenhum extenso argumento para verificar a validade da recomendação. O partido de extrema direita francês Frente Nacional obteve quase 18% dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais do dia 22 de abril. Seu principal recurso é o racismo global e seu inimigo central são os muçulmanos. Os benefícios do ódio, do medo, dos preconceitos e a propaganda política são perfeitamente quantificáveis. 

Tradução: Libório Junior




sábado, 21 de abril de 2012

Vou Levar (Para Sempre...)



Para sempre...

Para sempre, por todos os caminhos por onde eu ainda vou caminhar,
Por todos os lugares onde eu vou estar,
Em todo chão, em toda terra, por todos os cantos onde os meus pés ainda vão pisar

Eu vou levar

A minha fé, minha certeza, o meu olhar, e todos os ensinamentos e o conhecimento que até hoje me foi permitido provar.

Para sempre eu vou levar...

Todos os meus dias, vividos e concluídos, se teve sol, se teve chuva, isto não importa porque para sempre eu vou levar, sempre comigo, em minhas lembranças e em meu coração...

Minha bagagem, o meu carrinho de mão

Sabem muitas vezes eu teimosa que sou e pirracenta quis de fato determinar a direção do vento, a força de um momento, as curvas do caminho por onde eu ainda iria passar

Mas um dia eu acordei, e percebi que devemos sim construir e planejar, mas cabe somente a Allah determinar

Agora eu já sei decor esta lição, e não vou novamente patinar no mesmo lugar em vão, eu sei me entregar, de fato e de verdade ao Único que determina o destino de nossas estradas de vida e os passos do nosso caminhar, e é esta lição que eu vou praticar.

Eu agradeço a todos que muito me ensinaram, obrigada pelas lições aprendidas, pelas alegrias e ansiedades vividas, obrigada pelos abraços e por todos os laços que foram feitos, por tudo que foi providenciado, seja comida sorriso água mesmo ou apenas um olhar.

Eu agradeço sobretudo a Allah!

Mas a hora passa e chega um momento que de fato preciso seguir em frente sem olhar para trás, satisfeita que fico porque eu fiz o meu melhor, e sempre farei o meu melhor, e sei que dei o melhor de mim.

O vento acaricia o meu rosto e me diz que existem coisas a ser descobertas depois do lado de lá. Não sinto tristeza, me sinto quieta, finalmente em paz dentro de mim, pronta para realizar a grande viagem que, eu sei, vai começar...

É tempo finalmente de caminhar, eu vou viver minha vida e cuidar de mim porque ninguém vai fazer isto em meu lugar.

Eu sou uma muçulmana! Eu sigo o meu caminho de acordo com o que Allah determina, eu não tenho mais medo em meu peito, eu não tenho mais dor, eu tenho apenas a minha fé, e por isto tenho muito, eu temo somente a Allah!


Ash hadu an la Ilaha ila Allah, wa ash hadu ana Muhammadan rasulullah


Palavras douradas marcadas de forma permanente em meu coração... quando eu abri a janela e pela primeira vez na vida as disse, eu sabia, era sério, era de verdade, era minha alma declarando a sua verdade, era para sempre!

Para sempre...

E não há nada na Universo que tenha força suficiente para me afastar do Islam, para fazer eu deixar de ser uma muçulmana, nada e ninguém tem poder para fazer isto, somente Allah, e eu sei que Ele não quer isto porque foi Ele quem me fez ser uma muçulmana.


Contra todas as expectativas, Allah me fez muçulmana!

E no dia da minha morte, quem estiver perto de mim verá, que eu vou morrer muçulmana, e munaqaba, Insha Allah!

Mas agora chegou a hora em que eu devo agradecida por tudo, caminhar...

Allahu Akbar!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Carta de Uma Jornalista Americana Para As Mulheres Muçulmanas



"Eles vão tentar seduzi-la com seus filmes excitantes e vídeos musicais, retratando falsamente as mulheres americanas como felizes e satisfeitas, orgulhosas de se vestirem como prostitutas, representadas sem famílias. A maioria de nós não está feliz, confie em mim. Milhões de nós está na medicação anti-depressiva, odiando os nossos empregos, e chorando a noite pelos homens que disseram que nos amavam, e avidamente nos usaram e se afastaram. Eles gostariam de destruir as famílias e convencer-nos a ter menos filhos. Eles fazem isso apresentando o casamento como uma forma de escravidão, a maternidade como uma maldição, e a modéstia e a pureza, como antiguadas. Eles querem que você barateie a si mesma e perca a fé.

As modas que saem do esgoto ocidental são concebidas para fazer você acreditar que seu bem mais valioso é sua sexualidade. Mas os seus lindos vestidos e véus são realmente mais sexies do que qualquer moda ocidental, porque eles escondem-na em mistério e mostram auto-respeito e confiança. A sexualidade de uma mulher deve ser protegida de olhos indignos, uma vez que deve ser o seu presente para o homem que ama e respeita o suficiente para casar com você. E desde que seus homens ainda são guerreiros viris, eles merecem nada menos do que o seu melhor. Nossos homens não querem mesmo mais pureza. Eles não reconhecem a pérola de grande valor, optando, ao invés, pelo strass chamativo. Só para deixá-la também! Seus bens mais valiosos são a sua beleza interior, a sua inocência, e tudo o que faz quem você é. Mas noto que algumas mulheres muçulmanas buscam o limite e tentam ser o mais ocidental possível, mesmo usando um véu (com exibição de alguns dos seus cabelos). Por que imitar as mulheres que já se arrependeram, ou em breve se arrependerão de sua virtude perdida? Não há nenhuma compensação por essa perda. Vocês são impecáveis diamantes. Não deixe que eles trapaceiem você para se tornar strass. Porque tudo que você vê nas revistas de moda e na televisão ocidental é uma mentira. É armadilha de Satanás. É ouro de tolo.

Vou deixá-la com um pequeno segredo, se você estiver curiosa: sexo pré-marital não é nada de tão especial. Demos os nossos corpos para os homens a quem éramos apaixonadas, acreditando que essa era a maneira de fazê-los nos amar e quererem casar, tal como crescemos assistindo na televisão crescendo. Mas, sem a segurança do casamento e a certeza de que ele vai sempre ficar com a gente, não é mesmo agradável!

Essa é a ironia. Foi apenas um desperdício, que nos deixa em lágrimas.

Falando de mulher para mulher, acredito que você já entendeu isso. Porque só uma mulher pode realmente entender o que está em outro coração de mulher. Nós realmente somos todas iguais. Nossa raça, religião ou nacionalidade, não importa. O coração da mulher é o mesmo em toda parte. Nós amamos. Isso é o que fazemos de melhor. Nós cuidamos de nossa família e damos conforto e força para os homens que amamos. Mas nós mulheres americanas fomos enganadas em acreditar que somos mais felizes com carreiras, nossas próprias casas para vivermos sozinhas, e liberdade para dar o nosso amor a quem nós escolhermos. Isso não é liberdade. E isso não é amor. Somente no porto seguro do casamento pode um coração e corpo de mulher serem seguros para o amor. Não se contente com nada menos. Não vale a pena. Você não vai mesmo gostar disso e você vai gostar de si mesma muito menos depois. E então, ele vai deixá-la...

O pecado nunca paga. Ele sempre engana você. Mesmo que eu tenha recuperado minha honra, ainda não há substituto para nunca ter sido desonrada em primeiro lugar. Nós, as mulheres ocidentais sofremos lavagem cerebral para pensar que vocês mulheres muçulmanas são oprimidas. Mas, na verdade, nós é que somos as oprimidas; escravas das modas que degradam-nos, obcecadas com o nosso peso, implorando pelo amor dos homens que se recusam a crescer. Bem lá no fundo, sabemos que fomos enganadas. Nós secretamente admiramos e invejamos você, embora algumas de nós não vamos admitir isso. Por favor, não olhe para nós ou pense que nós gostamos das coisas do jeito que são. Não é culpa nossa. A maioria de nós não teve pai para nos proteger quando éramos jovens, porque as nossas famílias têm sido destruídas. Você sabe quem está por trás dessa trama... Não se deixe enganar, minha irmã. Não deixe que eles te enganem também. Fique inocente e pura. Nós, mulheres cristãs precisamos ver o que a vida deve realmente ser para as mulheres. Precisamos de você para dar o exemplo para nós, porque estamos perdidas. Segure-se em sua pureza. Lembre-se: você não pode colocar a pasta de dente de volta no tubo. Por isso, guarde o seu "creme dental" com cuidado!

Eu espero que você receba este conselho no espírito em que se destina: o espírito de amizade, respeito e admiração.

De sua irmã cristã "Com Amor""

Joanna Francis é uma escritora e jornalista americana.

Eu copiei esta carta de um post da página TEMPO DE ACORDAR no Facebook.

Fui verificar a fonte e de fato é verídica, Joanna Francis é uma escritora e jornalista americana que de fato publicou esta carta, não que eu duvidasse da página do Facebook, mas com tantas notícias e matérias desencontradas por aí nesta sopa devidamente homogeinizada e direcionada sem nenhuma ética que é a imprensa ocidental, sempre é bom se precaver porque a própria página poderia ter sido enganada.

É de fato um belo texto, um alerta e um recado.

De minha parte, eu digo que a observância do "hijab" ou seja, da vestimenta islâmica feminina, é de fato algo profundo e importante, porque não vestimos a roupa tão somente, vestimos um modo de vida, uma maneira de pensar e agir, vestimos com nossas roupas a nossa religião, o nosso proceder, o Islam como um todo.

Costumo observar que principalmente nós mulheres do Islam sempre estamos representando a nossa religião. Pelo fato de que nossas vestimentas são muito mais marcantes do que as vestimentas masculinas, sempre estamos representando o Islam quando sociabilizamos, quando saímos na rua, quando estamos trabalhando, fazendo compras, passeando em nossos momentos de lazer, em tudo, todo o tempo.

isto significa também uma responsabilidade, e acima de tudo mostra que de fato não é simplesmente uma roupa, seu significado interior e exterior é muito mais profundo e complexo do que isto.

Pensando em tudo isto eu digo que observar o "hijab", ou seja, o modo de vestir islâmico, é sim sinal de modéstia, de recato, de fé, é sim a distinção enquanto mulher religiosa, mas é também RESISTÊNCIA, resistência à invasão brutal, à tentativa de objetificação, à tentativa de exploração e usufruto não autorizado, à tentativa de enquadramento no rebanho ordenhado e mastigado como objeto de consumo e fonte de "proteína" animal.

Observar o hijab é sim um ato social, político, e ideológico, é também persistência, e motivo de orgulho.

Salam!

terça-feira, 13 de março de 2012

O Próximo Dragão na Frente de Uma Mulher!


Há pessoas neste mundo que entram na vida com uma marca cravada em sua carne como ferro em brasa, como se fosse a marca da porta por onde entraram, por onde passaram para aqui estar.

Algumas nascem com a marca da sorte, outras nascem com a marca da alegria, há também aquelas que nascem com a marca do brilho das estrelas em suas frontes, ao contrário de outras que cruzam os campos infinitos desta existência como uma sombra vagando sozinha e sem rumo, sem saber para que veio, sem se importar com os passos que dá.

Penso que há a possibilidade forte de não serem apenas algumas pessoas, mas todas, cada qual carregando a sua marca, como um tema central de uma sinfonia, que liga tudo e sempre se repete ao menos em citação, por mais vaga que seja, ao longo de sua vida.

Se é assim não sei. Sei apenas de mim, do que eu observo, do cheiro que sinto, do capim molhado que toca a minha pele quando eu, eu sim, caminho.

Mas eu sei que eu nasci assim também marcada...

Nasci com a marca da guerreira que já foi cortada, que pisa em poças de sangue e campos de flores e procura aprender com as suas passadas, que caminha como uma loba solitária e sabe a hora certa de sorrir, tanto quanto sabe a hora certa de empunhar a espada, guerreira cicatrizada, que atravessou muros de pedras e picou muita carne no meio do caminho para chegar até aqui em pé, e ainda forte o suficiente para continuar a sua caminhada.

Muitas vezes eu vi o rosto da morte e seu cheiro fétido me encarando e rindo de mim, escuridão profunda em seus olhos tentando me tocar com seus dedos gélidos de ossos fossilizados, e muitas vezes a sombra enevoada e cinza de sua fumaça encobriu a luz tentando apagar meu sol interior, mas Subhanallah!!! Meu sol foi mais forte, não é mérito meu, Allah me fez assim, e eu como toda boa serva de Allah só posso aceitar, agradecer e continuar em frente.

Aceitar...

Aceitar é a palavra!

Quando cremos de verdade que tudo vem Dele, que não há nada maior do que Ele, quando sabemos e temos a certeza de que a caneta que escreve em nossas tábuas do destino só tem Um Dono, e só Ele é o Senhor dos Mundos e de todas as linhas escritas e já traçadas em nosso livro da vida, aceitar, aceitar, aceitar é a palavra...

Eu tenho rezado e me concentrado novamente em questões dentro de mim. Todas as noites eu rezo o Isha e então termino meu dia e me recolho em silêncio em meu quarto, eu abro a janela que dá para a direção de Maka e contemplo a cidade, envolvida somente por meus duás.

É por isso que ando sumida, é por isso que estou meio quieta e longe do MSN e dos meus perfis e é por isso que eu estou escrevendo pouco aqui.

Mas sabe? Tem vezes que em nossa pequena estatura de sabedoria humana somos tentados a definir e saber exatamente o que Allah determina.

Muitas vezes também nos enchemos de soberba e temos a certeza de que compreendemos a Sua sabedoria infinita, e certamente adivinhamos o que Ele pensa, o que Ele quer, e o que Ele determina e acha certo para nós.

Tolos!!! Somos realmente tolos e ínfimos quando agimos assim!!

Porque não somos nós que determinamos, na verdade somos antes de tudo fruto da determinação de Allah! É o contrário do que pensamos nestas horas. Nada há no mundo sem que Ele tenha assim determinado.

Eu sou assim, e tenho de aceitar...

Eu me aceito sim, embora seja uma criança teimosa às vezes e tente fugir do tema da minha vida, como se fosse possível, porque você pode sim mudar a sua vida com base em suas escolhas, pode se desenvolver e mudar seu caminho, pode resolver pintar as paredes do seu quarto de verde e no dia seguinte resolver tingi-las de azul. Somos livres, mas Ele já sabe, porque até nossas escolhas são escritas de acordo com o que Allah determinou para cada um de nós.

Mas o tema, a raiz da composição, este é sempre imutável e se repete até o fim do concerto, até o fim da sua apresentação.

A lama já secou no campo de batalha.

O aço fundido se torna em espada e brilha no meio da planície desolada.

Na minha frente há novamente um novo dragão, eu o encaro com os meus olhos verdes, manchada com a pintura de guerra e empunhando a espada na minha frente...

Eu vou picá-lo totalmente e fazer jorrar o seu sangue! Posso até sair ferida e arranhada mas quer saber? Eu não ligo!!


Vai ser apenas mais uma marca, mais uma cicatriz em meu corpo de onça pintada, acostumada com a guerra e com a caçada...

Eu dou o meu primeiro passo em direção a ele, e ele ruge profundamente...

Allahu Akbar!!!

(continua...)